Veja o trailer do filme Feito Na América

Feito Na América

Feito Na América

O que é Feito na América?

Pouca gente lembra do nome Barry Seal. Mas nos anos 1980, esse piloto da TWA virou peça-chave em três jogos de poder ao mesmo tempo: a CIA, o cartel de Medellín e o governo americano.

Dirigido por Doug Liman e estrelado por Tom Cruise, o longa mistura biografia, suspense e humor debochado para contar essa história real.

Mais do que um filme de tráfico, é uma sátira sobre como o sonho americano foi distorcido por dinheiro fácil e geopolítica fria. Tudo filmado com a adrenalina típica de Liman, o mesmo diretor de No Limite do Amanhã.

Quando estreou e por que ainda importa

Feito na América chegou aos cinemas brasileiros em 14 de setembro de 2017, embalado pela fase de ouro de Tom Cruise como astro de franquias.

O filme cravou mais de US$ 134 milhões em bilheteria global, com orçamento de US$ 50 milhões. Foi um resultado sólido, mas longe de O Último Guerreiro Galáctico.

Não concorreu ao Oscar nem a Cannes, mas virou cult entre fãs de drama criminal e true crime.

Hoje, quase uma década depois, é lembrado como o título que aproximou o público de um capítulo bizarro da Guerra Fria. As operações em Mena, Arkansas, citadas até hoje em documentários sobre tráfico e conivência política.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Tom Cruise está no melhor piloto da carreira. Carismático, engraçado e fazendo as próprias cenas de voo. O ritmo não cai.

Ponto fraco: o roteiro tenta abraçar fatos demais — CIA, DEA, cartel, três presidentes — e perde nuances políticas. O terceiro ato acelera de forma abrupta.

  • Tom Cruise realmente pilotou os aviões usados nas filmagens, sem dublês, repetindo manobras radicais como o pouso em uma pista caseira.
  • O caso real de Barry Seal inspirou a primeira menção ao cartel de Medellín em horário nobre da TV americana, no programa da Connie Chung em 1986.
  • Doug Liman rodou boa parte das cenas na Colômbia e na Geórgia (EUA) para recriar a Mena dos anos 1980, já que a cidade real mudou bastante.

American Man é baseado em fatos reais? Sim. Barry Seal foi piloto da TWA e trabalhou simultaneamente para a CIA, o cartel de Medellín e o governo dos EUA, até ser assassinado em 1986. O caso é tema de documentários como Mena, de Greg Barker.

Quem é o diretor de American Man? Doug Liman, o mesmo de No Limite do Amanhã, Sr. & Sra. Smith e Bourne: Identidade. Ele aposta em montagem fragmentada e câmera na mão para criar urgência.

American Man tem cena pós-créditos? Não. O filme encerra a história de Seal e sai direto para os créditos finais, sem teasers ou ganchos extras.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de true crime e histórias reais de tráfico e espionagem
  • Quem curte sátiras políticas com humor ácido, na linha de Ponte dos Espiões
  • Tom Cruise devotos que querem ver o astro longe de Top Gun: Ases Indomáveis e Missão Impossível