Veja o trailer do filme Fala Comigo
Fala Comigo
O que esperar de Fala Comigo
Diogo tem 17 anos, atende a porta, faz café e ouve psicanalistas falarem de amor, sexo e solidão pelo telefone da mãe.
O detalhe é que ele faz isso enquanto se masturba. O outro detalhe, mais grave, é que uma das pacientes atendidas por acidente é Ângela, uma mulher de 43 anos recém-abandonada pelo marido.
A confusão inicial — ela acha que é o ex na linha — vira o motor de uma relação improvável entre um adolescente e uma adulta em crise. O diretor Felipe Sholl conduz o filme como um drama psicológico sobre desejo, escuta e os limites éticos do afeto.
Estréia, carreira e legado
Fala Comigo chegou aos cinemas brasileiros em 13 de julho de 2017, com distribuição da Vitrine Filmes e classificação de 14 anos.
O longa integrou a programação de festivais nacionais e circulou em mostras voltadas ao cinema autoral brasileiro, dividindo plateias pelo teor explícito do ponto de partida.
Foi exibido no Festival de Brasília e rodou mostras alternativas, ganhando espaço entre os títulos de drama psicológico da década de 2010. A obra entrou no circuito de discussão sobre representação de sexualidade no cinema nacional e segue citada em listas sobre relações de poder.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a construção de Karine Teles como Ângela é o que sustenta o filme. A atriz entrega uma mulher em ruína emocional que descobre, no silêncio do outro, um espaço para se reconstruir — mesmo que por caminhos moralmente tortos.
Ponto fraco: a primeira meia-hora aposta no choque da premissa e pode afastar quem espera um drama convencional. O ritmo é lento em várias cenas de conversa, e a resolução do relacionamento pende para um lado melodramático que nem todos vão aceitar.
No fim, o longa é menos sobre sexo e mais sobre solidão — e essa escolha incomoda mais do que qualquer nudez.
Curiosidades dos bastidores
- O longa partiu de uma provocação direta do diretor Felipe Sholl sobre escuta e voyeurismo usando a psicanálise como cenário
- Karine Teles chegou a recusar o papel por considerar a premissa moralmente pesada, mas topou após a leitura do roteiro final
- A conversa telefônica inicial, sem cortes, foi gravada em uma única tomada para preservar a tensão do mal-entendido entre os personagens
Perguntas frequentes
Fala Comigo é baseado em fatos reais?
Não. A história é uma ficção escrita pelo diretor Felipe Sholl, pensada como um estudo sobre desejo e escuta clínica.
Fala Comigo tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais e não há cenas extras.
Fala Comigo está em alguma plataforma de streaming?
Já circulou por catálogos de streaming brasileiros e pode ser encontrado em serviços que abrigam cinema nacional autoral. A disponibilidade muda por região, então vale conferir a grade atualizada.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema autoral brasileiro que curtem Que Horas Ela Volta? e O Lobo Atrás da Porta
- Leitores de psicanálise e espectadores interessados em relações de poder, desejo e escuta clínica
- Público que acompanha o trabalho de Denise Fraga e Karine Teles em papéis dramáticos densos
Título original: Fala comigo
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 13/07/2017
Distribuidora: Vitrine Filmes
Diretor: Felipe Sholl
Principais atores: