Veja o trailer do filme Expresso do Amanhã
Expresso do Amanhã
O trem da última chance
Um experimento científico para deter o aquecimento global dá errado e transforma a Terra em uma bola de gelo. Os poucos humanos que sobraram vivem no Snowpiercer, um trem de mil vagões que nunca para.
A divisão é cruel: na cauda, miséria, superlotação e proteína sintética racionada. Na frente, mordomia, frutas frescas e泳 um piscine. Até o dia em que Curtis (Chris Evans), Edgar (Jamie Bell) e o restante da retaguarda decidem avançar vagão por vagão em direção à locomotiva.
O diretor Joon-Ho Bong adapta a graphic francesa Le Transperceneige e transforma a jornada em um tratado sobre desigualdade, controle e sacrifício.
Estreia e legado
Expresso do Amanhã estreou na Coreia do Sul em agosto de 2013, mas chegou ao Brasil apenas em 27 de agosto de 2015, distribuído pela Playarte Pictures. A demora gerou expectativa extra nas locadoras e nas críticas que já tinham visto o filme lá fora.
O longa se tornou um dos marcos do cinema de ficção científica dos anos 2010 ao misturar ação, comentário político e humor ácido. Bateu na trave do Oscar de Melhor Maquiagem e rendeu ao compositor Marco Beltrami uma indicação no Globo de Ouro.
Hoje é cultuado em listas de distopias, gerou uma série derivada na TNT e segue sendo referência para qualquer filme de trem claustrofóbico. O visual dos vagões (aquário, sauna, salão de baile, escola) virou modelo de design de produção.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia dos combates nos corredores estreitos do trem e a direção de arte obsessiva de cada vagão. O aquário com o polvo e a sala de aula com crianças em sincronia são imagens que não saem da cabeça.
As atuações também pesam. Tilda Swinton rouba cada cena como a Ministra Mason, com dentadura postiça e sotaque carregado. Ed Harris impõe o mistério de Wilford sem aparecer quase nunca.
Ponto fraco: o terço final acelera explicações e joga diálogos expositivos que quebram o ritmo construído até ali. A simbologia da revolução também é entregue de forma mais mastigada do que precisava.
Curiosidades de bastidor
- A Harvey Weinstein cortou cerca de 20 minutos do filme para a versão americana; a versão do diretor de 125 minutos só saiu em Blu-ray.
- Os vagões foram construídos em um único galpão em Praga, em ordem sequencial, para que a câmera pudesse atravessá-los sem cortes.
- John Hurt gravou grande parte de suas cenas em um único dia por conta de uma emergência médica na família.
Perguntas frequentes
Expresso do Amanhã tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com uma sequência longa e simbólica já dentro da narrativa, sem cenas extras após os créditos.
Expresso do Amanhã vale a pena?
Vale, especialmente para quem curte ficção científica com crítica social. A direção de Bong, o design de produção e a atuação de Tilda Swinton são pontos altos que compensam o roteiro expositivo do final.
Expresso do Amanhã é baseado em quadrinho?
Sim. O longa é uma adaptação da graphic novel francesa Le Transperceneige, escrita por Jacques Lob e Benjamin Legrand, com arte de Jean-Marc Rochette.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama e ficção científica distópica com pegada política.
- Quem curte cinema de Joon-Ho Bong, Park Chan-wook e outras narrativas coreanas com violência estilizada.
- Leitores de graphic novels e quadrinhos adultos interessados em adaptações densas como V de Vingança e Parasyte.
Título original: Snowpiercer
País de origem: Coréia do Sul
Data do lançamento: 27/08/2015
Distribuidora: PLAYARTE PICTURES
Diretor: Joon-Ho Bong
Principais atores: