Veja o trailer do filme Excalibur
Do que se trata Excalibur
Excalibur é a leitura visual de John Boorman para o ciclo arturiano, onde a mística de Merlin entrega ao rei Uther a espada do poder absoluto. Quando Uther cai, a lâmina fica cravada numa pedra como sentença: só o novo rei consegue arrancá-la.
O filme acompanha o jovem Arthur, escudeiro ignorado, puxando Excalibur com a naturalidade de quem respira. A partir daí, Boorman condensa a aventura cavaleiresca, o adultério de Lancelot e Guinevere, a maternidade raivosa de Morgana e a profecia do fim em uma única narrativa pulsante.
Para quem curte histórico mitológico e fantasia dos anos 80, é uma porta de entrada obrigatória.
Quando estreou e por que ainda importa
Excalibur chegou aos cinemas em 1981, financiado pela Orion com apoio do National Film Corporation da Irlanda. A produção usou florestas e castelos irlandeses como cenário, no mesmo período em que Boorman filmava Exorcist II: The Heretic.
O longa foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e à Palma de Ouro em Cannes, mas a consagração veio com o tempo. Virou referência obrigatória para qualquer adaptação arturiana posterior, de King Arthur a The Green Knight.
Hoje, o filme é cultuado por cineastas e pelo público de fantasia. A estética de armaduras reais, florestas nevoentas e a trilha reimaginada de Wagner e Carl Orff virou escola. Atrizes e atores como Helen Mirren, Liam Neeson e Patrick Stewart fizeram aqui alguns de seus primeiros papéis em Hollywood.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é estonteante. Boorman filma metal, sangue e musgo como se fossem materiais sagrados, e a sequência da névoa, com Excalibur molhada brilhando, é uma das imagens mais copiadas do cinema fantástico.
Ponto alto: o elenco é um catálogo de futuros astros. Mirren, Neeson, Byrne, Stewart e Ciarán Hinds estrelam papéis iniciais que, décadas depois, ganham outro peso.
Ponto alto: a trilha rearranjada de Wagner e Carmina Burana confere ao filme um ritmo ritualístico, próximo de uma missa pagã.
Ponto fraco: o ritmo é lento e declamatório. Os diálogos soam shakespearianos mesmo quando não são, e cenas de batalha têm coreografia datada.
Ponto fraco: quem busca aventura com blockbuster ágil pode achar o tom ritual demais, próximo de um poema visual.
Curiosidades de bastidor
- A espada Excalibur usada nas filmagens foi reutilizada pelo próprio John Boorman em seu filme seguinte, The Emerald Forest, de 1985.
- Boorman escalou a própria filha, Katrine Boorman, para o papel de Igrayne, e o filho, Charley Boorman, como o jovem Mordred.
- Antes de virar ícone de Star Trek, Patrick Stewart aparece aqui como Leondegrance, em um dos primeiros papéis cinematográficos de sua carreira.
Perguntas frequentes
Excalibur é baseado em qual livro?
O roteiro de Boorman e Rospo Pallenberg bebe direto de Le Morte d'Arthur, de Sir Thomas Malory, publicado em 1485, mas condensa episódios e corta personagens.
Excalibur tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com o último suspiro de Arthur e o retorno da espada ao lago, sem teasers extras.
Excalibur é indicado para quem nunca viu cinema de fantasia?
É um clássico, mas o ritmo é lento e solene. Para iniciantes, vale começar por uma sessão legendada em tela grande antes de encarar sozinho em casa.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia arturiana que já leram Le Morte d'Arthur de Thomas Malory e querem ver a lenda ganhar carne, ferro e brasa.
- Colecionadores de cinema cult dos anos 80, interessados em ver jovens Helen Mirren, Liam Neeson, Gabriel Byrne e Patrick Stewart antes da fama.
- Amantes de fotografia saturada e trilha sonora clássica, que tratam cinema como experiência sensorial e não só entretenimento.
Título original: Excalibur
País de origem: Estados Unidos, Reino Unido
Distribuidora: Warner Home Video (Brazil)
Diretor: John Boorman
Principais atores: