Veja o trailer do filme Every Day
Every Day
A premissa
A é uma entidade que acorda em um corpo diferente a cada 24 horas. Homem, mulher, criança, idoso, de qualquer cor ou classe social. A rotina é aceitar a vida emprestada e seguir em frente, sem criar laços.
O mecanismo desmorona quando A habita o corpo de Justin e conhece Rhiannon, namorada do rapaz. A partir daí, A começa a procurar formas de voltar para perto dela, mesmo sabendo que nunca mais será a mesma pessoa duas vezes.
Baseado no romance de David Levithan, o filme Every Day mistura drama adolescente com discussão sobre identidade, empatia e o que de fato define um relacionamento.
Estreia e legado
Every Day chegou aos cinemas norte-americanos em 23 de fevereiro de 2018, com distribuição da Orion Pictures. Chegou ao Brasil ainda no primeiro semestre daquele ano, com campanha modesta nas redes e foco no público jovem-leitor.
O filme teve bilheteria discreta, mas construiu uma base fiel entre fãs de romances com pegada existencial, justamente o público que consome a obra original de Levithan. Não ganhou nenhum grande prêmio tradicional, mas rendeu comparações constantes com O Estranho que Nós Amamos e com clássicos sobre desdobramentos psicológicos.
Quase uma década depois, segue sendo citado em listas de romances adolescentes fora da curva, principalmente por causa da discussão de gênero e empatia que levanta sem ser panfletário.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa é genuinamente original e força o espectador a repensar o que faz alguém ser quem é. As transições entre corpos são bem cuidadas e a paleta visual ajuda a marcar as passagens de dia.
Ponto fraco: o roteiro se repete demais. O mesmo arco de descoberta, dúvida e despedida se recicla em vários corpos, e a falta de conflito externo real torna o terço final arrastado.
A química entre Angourie Rice e o elenco masculino também oscila bastante, dependendo de quem está vestindo A naquele dia.
Curiosidades
- O romance de David Levithan foi publicado em 2012 e já tinha uma legião de fãs antes do filme sair.
- Mais de 20 atores diferentes interpretaram A, um para cada corpo mostrado em destaque.
- O diretor Michael Sucsy ficou conhecido por trabalhos anteriores em TV, como Grey Gardens, antes de assumir o projeto.
Perguntas frequentes
Every Day tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a narrativa fechada e a tela escura direto para os créditos finais.
Every Day é baseado em livro?
Sim. É uma adaptação do romance homônimo de David Levithan, publicado em 2012, o primeiro de uma série que mistura YA e questões de identidade.
Every Day vale a pena para quem não gosta de romance adolescente?
Depende. A premissa tem fôlego para agradar quem curte ficção conceitual, mas o tom e a execução continuam muito dentro do nicho jovem adulto.
Pra quem é este filme:
- Fãs de romances YA com fundo existencial, tipo Se Eu Ficar e A Culpa é das Estrelas.
- Leitores de David Levithan e de ficção especulativa sobre identidade e gênero.
- Público que gostou de premisas conceituais em Quando as luzes se apagam e O Estranho que Nós Amamos.