Eu e ela

Sobre o que é Eu e Ela

Marina é barulhenta, política e impossível de ignorar. Federica é silenciosa, contida e já passou por um casamento e dois filhos.

Juntas há cinco anos, elas funcionam como qualquer casal: com amor, rotina, tédio e crises. Eu e Ela acompanha o momento em que essa equação começa a desbalancear.

O filme da diretora Maria Sole Tognazzi usa o cotidiano como material dramático. Não há grandes reviravoltas — só o peso do que não é dito dentro de casa.

A proposta é simples: dois opostos dividindo a mesma cama. A execução depende quase inteiramente de Sabrina Ferilli e Margherita Buy carregando esse embate no rosto e na voz.

Estréia e legado

Eu e Ela é um drama italiano que chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017. Produzido pela Indigo Film, fez parte de uma leva de títulos italianos que ganharam espaço em salas alternativas no país.

Estrelado por duas das atrizes mais respeitadas do cinema italiano contemporâneo, o longa chamou atenção por retratar um casal lésbico sem didatismo ou caricatura. O roteiro prefere a sutileza ao escândalo.

No circuito de festivais, circulou com resultados modestos mas bem recebidos pela crítica europeia, especialmente pela performance dual de Ferilli e Buy. Hoje é lembrado como um retrato honesto de uma relação de cinco anos, longe do ideal romântico e perto da realidade cansativa de dividir a vida com alguém.

Para quem gosta de dramas de relacionamento europeus, vale cruzar com Mia Mãe (2015), de Nanni Moretti, também com Buy no elenco.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Sabrina Ferilli e Margherita Buy é o motor real do filme. As duas funcionam como ímãs opostos — e convencem tanto nas brigas quanto nos silêncios.

Ponto fraco: o terceiro ato perde fôlego. A crise do casal se resolve de forma um tanto abrupta, e algumas cenas parecem mais esboço do que cena finalizada.

É um filme de gestual e olhar, não de plot twists. Se você busca espetáculo, vai sair frustrado. Se busca drama de personagem à moda italiana, vai sair satisfeito.

Curiosidades

  • Sabrina Ferilli e Margherita Buy já tinham trabalhado juntas antes, mas nunca como um casal central.
  • O roteiro foi escrito por Maria Sole Tognazzi com Francesca Marciano, baseado em um argumento original da diretora.
  • O filme tem ritmo de peça de teatro em vários momentos — não por acaso, Tognazzi dirige frequentemente para os palcos italianos.

Perguntas frequentes

Eu e Ela tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem teaser ou gag extra.

Eu e Ela é baseado em fatos reais?

Não. A história é ficção original de Maria Sole Tognazzi e Francesca Marciano, mas se apoia em observações do cotidiano de casais de longa data.

Eu e Ela é um filme de comédia ou drama?

É os dois. O longa equilibra drama de relacionamento com momentos de comédia ácida — especialmente nas cenas em que Marina e Federica discutem.

Onde assistir Eu e Ela?

Consulte a programação abaixo para cinemas, salas e horários na sua cidade, e também opções de streaming caso esteja disponível em alguma plataforma.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema italiano contemporâneo que acompanharam A Grande Beleza e Habemus Papam.
  • Quem curte romance adulto, sem idealização, focado em casal real e não em fantasia.
  • Interessados em representações LGBT no cinema europeu que fogem do clichê, no mesmo espírito de A vida possível (2017).

Título original: Eu e ela

País de origem: Itália

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Maria Sole Tognazzi

Principais atores: