Veja o trailer do filme Escorregando para a Glória
Escorregando para a Glória
Do ringue de gelo para a tela
A premissa é simples e absurda justamente por isso. Dois patinadores rivais são banidos do circuito após uma briga épica em plena pista e, anos depois, descobrem uma brecha nas regras: nada impede uma dupla masculina.
Esse é o motor cômico de Escorregando para a Glória, que mistura esporte, caricatura e pastelão com a cara do humor americano do meio dos anos 2000. O filme não tenta ser nada além do que é: um vehicle para Will Ferrell no modo mais exagerado possível.
De 2007 para cá
Lançado em 10 de agosto de 2007 nos Estados Unidos, o longa chegou ao Brasil ainda naquele ano, surfando a onda de comédias esportivas que também rendia bem em blockbusters de humor na mesma janela.
A estreia foi acompanhada por uma campanha de marketing agressiva, com comerciais veiculados durante a NHL e eventos de patinação simulada. O filme abriu em segundo lugar nas bilheterias norte-americanas, atrás de 300, mas sustentou público nas semanas seguintes.
Hoje é lembrado como cult entre fãs de Will Ferrell e Jon Heder, citado sempre que se fala em comédias descompromissadas da DreamWorks. Não levou prêmios relevantes, mas entrou na lista dos longas esportivos mais ridículos já produzidos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a primeira metade é um acerto atrás do outro, com a parceria entre Ferrell e Heder funcionando como motor cômico. As cenas de treino e a sequência do frosty são puro absurdo físico.
Ponto fraco: o terceiro ato aposta demais na resolução do campeonato, o que estica a duração. O roteiro não tem profundidade real, então quem busca piadas ácidas ou construção de personagem vai sair frustrado.
No saldo final, é uma comédia que diverte sem reinventar nada. Funciona melhor como sessão pipoca do que como maratona analítica.
- O figurino de Stranz e Fairchild foi inspirado propositalmente em looks de discoteca oitentista para amplificar o ridículo.
- As cenas de patinação exigiram dois meses de coreografia por parte dos atores principais, mesmo com uso extensivo de dublês.
- O título original, Blades of Glory, virou piada interna entre fãs que passaram a apelidar outros filmes esportivos da época com o mesmo sufixo.
Escorregando para a Glória é bom?
Sim, para quem curte humor pastelão. Não é unanimidade entre críticos, mas diverte fácil na primeira metade.
Tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. Pode levantar do sofá assim que o elenco final aparece.
Onde assistir Escorregando para a Glória?
Está disponível em catálogos de streaming e em locadoras digitais, além de passar em reprises na TV aberta. Confira a grade atualizada na seção de programação logo abaixo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Will Ferrell que já riram com Zohan e Anchorman e buscam humor físico sem filtro.
- Espectadores nostálgicos com a comédia esportiva dos anos 2000, dispostos a relevar o humor datado.
- Quem curte absurdos visuais, figurino ridículo e piadas sobre narcisismo no esporte.
Título original: Blades of Glory
País de origem: EUA
Data do lançamento: 10/08/2007
Diretor: Josh Gordon, Will Speck
Principais atores: