Veja o trailer do filme Enterrando Minha Ex
O que é Enterrando Minha Ex?
Max (Anton Yelchin) é dono de uma lojinha dedicada a memorabilia de terror. Ele namora Evelyn (Ashley Greene), controladora, e toca a vida entre prateleiras de VHS e action figures.
O ponto de virada vem de uma estátua demoníaca comprada por acidente: ela realiza desejos literalmente. Evelyn morre atropelada por um ônibus e volta como zumbi ciumenta, na pior hora possível para Max.
É quando ele finalmente decide terminar o namoro — e se apaixona por Olivia (Alexandra Daddario), cliente da loja que divide a mesma obsessão por filmes sanguinolentos. O problema é que cadáver nenhum aceita um "não" nesta história.
Dirigido por Joe Dante, o longa mistura zumbi, romance frustrado e homenagem nerd em dose moderada.
Quando estreou e por que ainda importa
Burying the Ex estreou no Festival de Veneza em 2014 e ganhou distribuição nos EUA pela IFC Midnight. No Brasil, chegou sem muito barulho, direto em home video e plataformas digitais — nunca teve lançamento massivo em salas.
O filme entrou para o circuito cult por dois motivos: é um trabalho autoral de Dante depois de anos sem dirigir (ele vinha de Lola em 2012) e marca uma das últimas aparições cinematográficas de Anton Yelchin, falecido em 2016.
Apesar das críticas mornas, virou item de catálogo obrigatório para fãs de comédia com zumbi e quem coleciona a filmografia descontrolada de Dante — o mesmo de Gremlins e A Hora do Espanto.
Hoje é lembrado como um guilty pleasure simpático, mais por afeição ao elenco e ao diretor do que por奖项 de fato. Funciona como cápsula do tempo do terror indie dos anos 2010.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o timing cômico de Anton Yelchin e a assinatura visual de Joe Dante. As referências metalinguísticas à cultura de horror — capas falsas de filmes, pôsteres de clássicos, debates sobre remake — funcionam como easter eggs para quem manja do gênero.
A zumbi ciumenta, com direito a decomposição progressiva, também rende momentos visualmente criativos.
Ponto fraco: o roteiro aposta em humor situacional que se repete até virar tédio. O terceiro ato cansa, e o desfecho tenta resolver tudo de forma preguiçosa.
Não é um filme para quem busca susto real: o terror é sempre satirizado, nunca levado a sério.
Curiosidades de bastidor
- O roteiro original se chamava She Cremated My Heart e foi escrito por Alan Trezza, fã assumido dos filmes B de Roger Corman.
- Joe Dante encheu as paredes da loja de Max com pôsteres de seus próprios filmes, incluindo A Hora do Espanto.
- Anton Yelchin gravou suas cenas em pouco mais de três semanas, por estar emendando com a produção de Star Trek - Sem fronteiras.
Perguntas frequentes
Enterrando Minha Ex tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina em tom de pastiche, sem gancho extra depois dos créditos finais.
É um filme de terror de verdade?
Mais para sátira. O terror é usado como cenário para uma comédia romântica sobre relacionamento tóxico. Quem busca Gore vai sair frustrado.
Anton Yelchin morre no filme?
Não. O personagem dele é quem tenta sobreviver à ex-zumbi. O ator faleceu em 2016, o que dá um peso inesperado a algumas cenas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Joe Dante que completam a filmografia do diretor de Gremlins.
- Colecionadores do trabalho de Anton Yelchin, especialmente depois de Star Trek - Sem fronteiras.
- Adeptos de comédia romântica com zumbi no estilo Amantes Eternos, só que mais debochado.