Sobre o que é Em Busca do Vale Encantado
Littlefoot é um pequeno apatossauro que vive com a mãe e o avô num vale tranquilo, até que um terremoto gigantesco destrói a terra e separa as famílias. No meio do caos, ele se perde e conhece Cera, uma tricerátops teimosa que se recusa a aceitar amizade entre espécies diferentes.
Ao longo da viagem até o lendário Grande Vale, surgem mais três companheiros: Ducky, a anquilossauro tagarela, Petrie, o pterodáctilo medroso, e Spike, o estegossauro silencioso que come de tudo. Juntos, eles formam uma panelinha improvável que precisa atravessar desertos, lidar com a seca e fugir do temido Tiranossauro Rex, o grande carnívoro da região.
Mais do que uma aventura pré-histórica, o longa é uma história sobre amadurecimento, saudade e a importância de construir novas ligações depois de uma perda. Dirigido por Don Bluth, ex-animador da Disney, o filme marca o início de uma das franquias infantis mais queridas dos anos 90, ainda hoje lembrada por quem cresceu assistindo no videocassete.
Estreia e legado do filme
Em Busca do Vale Encantado chegou aos cinemas brasileiros em 31 de dezembro de 1987, no final de uma das décadas mais férteis para a animação americana. Foi um dos primeiros longas da então estreante Amblin Entertainment, de Steven Spielberg, que atuou como produtor executivo ao lado de George Lucas.
A crítica da época elogiou o roteiro, a trilha de James Horner e a coragem de não suavizar a morte da mãe de Littlefoot, uma sequência que virou marca registrada do cinema infantil dos anos 80. O público respondeu bem e o filme gerou uma série enorme de sequências diretas em vídeo.
Hoje, quase quatro décadas depois, o título é cultuado como clássico absoluto da aventura animada, citado em listas de melhores animações de todos os tempos e ainda exibido em sessões família em TV aberta. Para a geração que cresceu nos anos 80 e 90, o longa funciona como um portal sentimental para a própria infância.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte pintada à mão, com cenários pré-históricos que envelheceram muito bem, e a trilha sonora de James Horner, que reaproveita temas que ele próprio reciclaria depois em Titanic. A cena da morte da mãe de Littlefoot é genuinamente triste, sem cair em manipulação, e é o que dá peso emocional ao restante da história.
Ponto fraco: o ritmo é irregular no terço final, e o roteiro aposta em soluções fáceis demais para tirar os personagens de situações perigosas, como a constante intervenção de adultos convenientemente posicionados. A dublagem original também é fraca em alguns secundários, problema que se repete nas cópias nacionais mais antigas.
No fim das contas, é um filme pequeno em duração (69 minutos) e orçamento comparado aos estúdios atuais, mas gigante em afeto. Continua funcionando para crianças de hoje, mesmo sabendo que a computação gráfica mudou completamente o padrão visual de filmes com dinossauros.
Curiosidades dos bastidores
- Steven Spielberg foi dormir com a melodia de If We Hold On Together na cabeça durante meses: a música quase foi descartada e só entrou no filme porque Horner insistiu no tom melancólico.
- Don Bluth já tinha dirigido Fievel - Um Conto Americano e mais tarde dirigiria Anastasia (2017), A Polegarzinha (1994) e Todos os Cães Merecem o Céu, consolidando um estilo adulto dentro do cinema animado.
- Após o sucesso, a Universal lançou 13 sequências diretas em vídeo, o que transformou o título em uma das franquias animadas mais longas da história, e abriu espaço para produtos derivados que ainda são vendidos.
Perguntas frequentes
Em Busca do Vale Encantado é triste?
Sim, tem cenas emocionalmente pesadas, principalmente a morte da mãe de Littlefoot. É considerado um dos filmes infantis mais maduros da era Spielberg, então prepare os pequenos antes de assistir.
Qual a duração do filme original?O longa tem apenas 69 minutos, o que o torna ótimo para crianças pequenas e sessões curtas. As continuações em vídeo, porém, são mais longas e com qualidade irregular.
Em Busca do Vale Encantado tem relação com Jurassic Park?Não são da mesma franquia, mas dividem o DNA Spielberg. Jurassic Park usou computação gráfica, e este aqui usou pintura tradicional, o que o torna um contraponto histórico interessante ao lado de títulos como Titan A.E. (2000) e O Cristal e o Pinguim (1995).
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações clássicas dos anos 80 e 90 que sentem falta de Don Bluth, Spielberg e dos longas que não tinham medo de emocionar de verdade.
- Quem cresceu com dinossauros como obsessão e quer revisitar um título fundador, lado a lado com relançamentos de Jurassic Park.
- Pais e responsáveis procurando um filme leve, curto e seguro para apresentar animação de qualidade a crianças pequenas sem recorrer a streaming aleatório.
Título original: The Land Before Time
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 31/12/1987
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Don Bluth