Veja o trailer do filme E Se... Você Tivesse uma Segunda Chance?
O que acontece no filme
Ben Walker tinha tudo pronto: amor estável e chamado religioso. No dia da decisão, escolheu o dinheiro. Quinze anos depois, vive de terno caro e telefone tocando, mas alguma coisa continua faltando.
O longa começa nesse ponto. Um anjo aparece sem avisar e propõe o óbvio: mostrar como teria sido a vida se ele tivesse ficado. Daí pra frente, a história bifurca em dois trilhos paralelos.
O lado "real" mostra Ben executivo, solitário e bem-sucedido. O lado alternativo mostra Ben pastor, marido e pai, vivendo uma realidade simples que ele nunca experimentou. A colisão entre os dois é o motor do filme.
Dirigido por Dallas Jenkins — mesmo criador de The Chosen —, o longa mistura drama contemporâneo com intervenção divina, num estilo próximo ao de Deus Não Está Morto.
Quando estreou e por que ainda importa
E Se... Você Tivesse uma Segunda Chance? chegou aos cinemas americanos em 2010, com distribuição limitada e público-alvo bem específico: o circuito cristão norte-americano. Aqui no Brasil circulou principalmente em home video e streaming.
Não concorreu ao Oscar nem passou por festivais como Cannes. Sua relevância vem mesmo do elenco e do diretor.
Dallas Jenkins consolidou nesse trabalho a parceria com Kevin Sorbo, que mais tarde o chamaria para The Chosen. O filme também é uma das raras aparições cinematográficas de John Ratzenberger fora do universo Pixar.
Hoje, é lembrado como peça de transição na carreira de Jenkins, antes do fenômeno global de The Chosen, e como um exemplar curioso do fantasia cristã dos anos 2010.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa rende. A ideia de ver duas versões do mesmo personagem coexistindo em tela funciona, e Kristy Swanson segura bem o lado emocional da trama.
O roteiro não tenta reinventar nada, mas conduz a mensagem sem pesar a mão demais.
Ponto fraco: a produção tem cara de telefilme. Fotografia plana, trilha sonora previsível e ritmo lento na segunda metade.
Quem não se identifica com a proposta cristã vai achar piegas. O longa pede alguma empatia com a temática religiosa para funcionar.
Curiosidades de bastidor
- Dallas Jenkins e Kevin Sorbo desenvolveram a parceria que mais tarde resultaria em The Chosen, a série mais financiada da história do crowdfunding.
- John Ratzenberger é o único ator a dublar personagens em todos os filmes da Pixar — e aqui ele aparece pela primeira vez em carne e osso num projeto cristão.
- O conceito do "anjo mostrando o que poderia ter sido" é praticamente um mashup de O Fantasma com O Império Contra-ataca, mas com sermão no final.
Perguntas frequentes
E Se... Você Tivesse uma Segunda Chance? é bom?
É um drama cristão honesto, com premissa interessante e execução irregular. Funciona para o público-alvo, mas não converte céticos.
Tem cena pós-créditos?
Não. A história termina antes dos créditos, em tom de epílogo. Pode levantar e sair sem perder nada.
Onde assistir online?
Consulte a grade de programação acima. O filme aparece com frequência em serviços de streaming religiosos e em aluguel digital no Brasil.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas com temática cristã e mensagens de fé explícitas
- Quem acompanha a carreira de Kevin Sorbo e quer ver o ator fora de blockbusters de ação
- Espectadores que gostam de premisas do tipo "E se...?", como em Curtindo a Vida Adoidado ou Divertida Mente