Veja o trailer do filme Docinho da América

Docinho da América

Docinho da América

Drama Comédia Duração: 2h 43min

O que é Docinho da América?

Star é uma adolescente sem perspectiva no interior dos EUA. Quando aparece uma van barulhenta cheia de jovens vendendo assinaturas de revista, ela larga tudo e entra na estrada.

O longa acompanha essa viagem sem destino fixo pelo meio-oeste americano, entre postos de gasolina, quartos de motel e portas batidas. No meio do caminho, vendas viram festa, festa vira crime, e crime vira quase amor.

Dirigido por Andrea Arnold, o filme mistura drama, comédia e retrato social com uma energia que lembra Ao Cair da Noite e Logan Lucky na pegada de grupo à deriva.

Quando estreou e por que é lembrado

Docinho da América estreou no Festival de Cannes em 2016, onde venceu o Prêmio do Júri. A diretora Andrea Arnold já tinha vencido a mesma competição antes, com Fish Tank, o que consolidou seu olhar sobre juventude sem filtro.

O filme marcou ainda a estreia de Sasha Lane, descoberta pela diretora em uma praia da Flórida. A escalação de não-atores virou marca registrada de Arnold e aqui funcionou como trunfo.

No circuito de premiações, passou por festivais como Toronto e Londres, e entrou no Top Ten anual de várias publicações de cinema. Décadas depois, segue como referência obrigatória no catálogo de road movies americanos, ao lado de Mad Max: Estrada da Fúria e Corações de Ferro.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a energia crua de Star, interpretada com verdade por Sasha Lane, e a fotografia em 4:3 de Robbie Ryan. Cada frame parece suor, sol e asfalto.

As músicas pop e country que tocam na van criam um clima de euforia e melancolia que segura o espectador mesmo nos momentos mais parados.

Ponto fraco: a duração de 163 minutos testa a paciência. O ritmo é propositalmente livre, mas quem busca enredo com arco clássico pode achar o meio arrastado.

A narrativa também não tem vilão definido, e o trio de romances se mistura em relações que, à primeira vista, parecem trocas de afeto por sobrevivência. É escolha estética, não erro — mas exige tolerância.

Curiosidades de bastidores

  • Andrea Arnold dirigiu o filme depois de uma série de desentendimentos em Wuthering Heights (2011), e voltou às origens do cinema social.
  • Parte do elenco foi composta por jovens sem experiência em atuação, recrutados em abrigos e paradas de ônibus pelo meio-oeste.
  • O formato 4:3 incomum foi escolha de Robbie Ryan, diretor de fotografia, para aproximar o espectador dos rostos e eliminar o horizonte da estrada.

Perguntas frequentes

Docinho da América é baseado em fatos reais?

Não é uma história real, mas se inspira no universo real das equipes de vendas de assinatura de revista que rodam os EUA. A pesquisa de campo de Andrea Arnold incluiu entrevistas com jovens desses grupos.

Docinho da América tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com uma sequência longa e silenciosa, sem teasers extras depois dos créditos.

Qual a classificação indicativa e onde assistir?

Classificação 16 anos, por conteúdo sexual, drogas e linguagem forte. A distribuição no Brasil foi feita pela Netflix, e exibições em sala são pontuais, em retrospectivas.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de road movies não convencionais, do tipo Ao Cair da Noite e Ninfomaníaca, que valorizam estrada como metáfora.
  • Quem acompanha cinema independente e premiações como Cannes, Toronto e Spirit Awards, e curte diretoras como Andrea Arnold, Céline Sciamma e Joanna Hogg.
  • Leitores de reportagens sobre juventude nos EUA, cultura de vans e histórias sobre a América fora dos grandes centros, com interesse em drama social.

Título original: American Honey

País de origem: EUA

Distribuidora: Netflix

Diretor: Andrea Arnold

Principais atores: