Veja o trailer do filme Django

Django

O que é Django

Dirigido por Sergio Corbucci, Django (1966) é um faroeste spaghetti italiano que mistura vingança, ação e drama cru.

A trama acompanha um ex-soldado confederado que arrasta um caixão misterioso pelo deserto na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Dentro do caixão está escondida uma metralhadora, peça central do seu plano de vingança contra as gangues que massacraram sua esposa.

O protagonista faz um acordo com o bandido local Hugo Rodriguez, mas logo desconfia das intenções do mexicano e se une a María, uma mulher que havia resgatado. A partir daí, o filme se desenrola como um confronto violento entre Django, María e os dois grupos rivais que controlam a região.

Estreia e legado

Django foi lançado na Itália em 1966 e chegou ao Brasil em 20 de setembro do mesmo ano, tornando-se um fenômeno do cinema de ação europeu.

O longa se tornou um dos títulos mais influentes do faroeste spaghetti, referência obrigatória para cineastas como Quentin Tarantino, que quase trinta anos depois homenagearia o personagem em Django Livre (2012).

A trilha sonora de Luis Bacalov e o visual em tom sépia, com lama, sangue e suor, ajudaram a consolidar a estética do drama de vingança italiano. O filme foi alvo de censura em diversos países por conta da violência gráfica, mas hoje é considerado um clássico cult e peça fundamental da história do faroeste.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência inicial, com Django arrastando o caixão pela lama até a cidade, é uma das imagens mais copiadas do cinema de gênero. A construção de tensão entre Django e Rodriguez é afiada, e a metralhadora escondida rende um dos clímaxos mais sujos e satisfatórios do faroeste spaghetti.

Ponto fraco: o ritmo é lento na metade central, apostando mais em olhares e diálogos curtos do que em tiroteio constante. Quem busca ação ininterrupta, no estilo John Wick - Um novo dia para matar, pode achar o filme arrastado.

A violência é explícita para os padrões da época, com mutilações e sangue em abundância, então prepare o estômago.

Curiosidades

  • O caixão que Django arrasta virou um dos símbolos visuais mais imitados do cinema de vingança, reaparecendo em dezenas de filmes, inclusive no próprio Django Livre de Tarantino.
  • A cena em que Django puxa a metralhadora do caixão foi cortada em várias versões censuradas exibidas fora da Itália durante décadas.
  • Franco Nero reprisaria o papel de Django em mais de quarenta produções ao longo da carreira, incluindo o longa Django Lives, mantendo o personagem vivo no imaginário do faroeste europeu.

Perguntas frequentes

Django (1966) é o mesmo filme que Django Livre?

Não. O longa de 1966, dirigido por Sergio Corbucci, é o original italiano. Django Livre (2012), de Quentin Tarantino, é um homenagem que usa o nome do personagem e o caixão, mas conta outra história.

Django tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem cenas extras ou teasers escondidos após eles.

Django vale a pena para quem não gosta de faroeste?

Vale, desde que o espectador tolere violência gráfica e ritmo lento. É mais um drama de vingança do que um faroeste tradicional, e a estética italiana dos anos 1960 tem um charme próprio, diferente dos westerns americanos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de faroeste spaghetti e cinema italiano dos anos 1960 que querem entender a origem do mito de Django.
  • Apaixonados por faroestes cruéis e estilizados, que apreciam estética de lama, suor e sangue.
  • Espectadores que curtem dramas de vingança diretos ao ponto, com heróis silenciosos e vilões desprezíveis.