Veja o trailer do filme Divinas Divas
Divinas Divas
Divinas Divas: oito artistas, um palco, cinquenta anos de história
O documentário Divinas Divas apresenta oito mulheres que ajudaram a moldar a cena travesti brasileira a partir da segunda metade do século XX.
Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Fujika de Halliday, Marquesa e Brigitte de Búzios são as protagonistas do filme, dirigido por Leandra Leal.
A proposta é simples e afetiva: acompanhar a preparação de um espetáculo comemorativo pelos cinquenta anos de carreira dessas artistas, com ensaios, depoimentos e回忆 que se misturam à história política do país.
Quando estreou e por que ainda importa
Divinas Divas chegou aos cinemas brasileiros em 22 de junho de 2017, com distribuição da Vitrine Filmes e classificação indicativa de 14 anos.
O longa participou de festivais internacionais como o Frameline, em San Francisco, e integrou mostras dedicadas ao cinema LGBT+ na América Latina.
Mais do que um registro de carreira, o documentário entrou para o circuito cultural como um documento de memória sobre a primeira geração de artistas travestis do Brasil, tema ainda raro no circuito comercial.
Quase uma década depois da estreia, o filme segue sendo indicado em listas de documentários brasileiros essenciais sobre cultura e identidade.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os depoimentos das próprias artistas, conduzidos com intimidade por Leandra Leal, transformam a tela em uma sala de convivência. As histórias de palcos noturnos, perseguições e conquistas pessoais têm peso emocional raro no documentário brasileiro.
Outro acerto é a mistura entre arquivo histórico, números musicais e bastidores do novo espetáculo, que dá ritmo sem cair no tom institucional.
Ponto fraco: quem espera uma narrativa mais cronológica ou rigorosa sobre a história do movimento travesti pode sentir falta de contextualização política mais densa.
O filme prioriza o olhar afetivo das protagonistas, o que é uma escolha coerente, mas limita o aspecto documental mais jornalístico.
Curiosidades
- O documentário é dirigido por Leandra Leal, atriz conhecida por novelas da Globo, que estreou na direção com este longa.
- O filme nasceu de uma relação pessoal de Leandra com o teatro de sua família, frequentado pelas protagonistas desde a juventude.
- A trilha sonora reúne clássicos interpretados pelas próprias artistas, misturando MPB, brega e música de cabaré em números remontados para o longa.
Perguntas frequentes
Divinas Divas está disponível em streaming?
O documentário circulou em catálogos de plataformas nacionais e em mostras universitárias. Conferir a grade atualizada logo abaixo é a forma mais rápida de saber onde assistir online hoje.
Divinas Divas tem cena pós-créditos?
Não. O encerramento do longa é conclusivo, com um dos números musicais preparados para o espetáculo comemorativo.
Qual é a classificação etária de Divinas Divas?
A classificação indicativa é 14 anos, por causa de linguagem e temas adultos ligados à sexualidade e à violência da ditadura militar.
Pra quem é este filme:
- Fãs de documentários brasileiros sobre cultura e identidade, como Rita Cadillac, a Lady do Povo e Mulheres no Poder.
- Quem se interessa por história do teatro, do transformismo e da performance no Brasil, e quer conhecer a geração anterior a De Perto Ela Não é Normal.
- Público que consome ensaios visuais, álbuns fotográficos de carnaval, literatura de Hilda Hilst e Clarice Lispector, e narrativas de memória afetiva, sem medo de emoção.
Título original: Divinas Divas
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 22/06/2017
Distribuidora: Vitrine Filmes
Diretor: Leandra Leal
Principais atores: