Veja o trailer do filme Dior e Eu
Dior e Eu
O que esperar de Dior e Eu
Poucos lugares são tão fechados quanto os ateliês de alta costura parisienses. Dior e Eu consegue um feito raro: entrar com câmera em uma das casas mais lendárias do mundo, a Christian Dior, e mostrar o que acontece entre uma ideia de coleção e o minuto em que as modelos entram na passarela.
Dirigido por Frédéric Tcheng, o documentário acompanha Raf Simons em seu primeiro ano como diretor artístico da maison. Simons topou abrir as portas e deu acesso irrestrito à equipe, e essa decisão é a alma do filme.
O recorte não é biográfico nem celebratório barato. É um retrato de processo, com costureiras veteranas, provas de roupa, decisões de última hora e a pressão de manter viva uma marca fundada em 1947.
Estreia, legado e o que aconteceu depois
Lançado na França em 2014, o filme passou pelo Tribeca Film Festival antes de chegar ao Brasil em 27 de agosto de 2015, pela distribuidora Imovision.
Ele se insere na linhagem de documentários de moda que Tcheng ajudou a consolidar, ao lado de obras como Diana Vreeland: O Olhar Tem que Viajar e Valentino: The Last Emperor.
Para entender o tamanho do desafio, vale lembrar que Simons saiu da Dior pouco mais de três anos após a estreia do documentário, em outubro de 2015, o que dá ao filme um valor quase de arquivo: ele congelou o início de um ciclo que terminou cedo.
Hoje, o longa é lembrado como uma das portas de entrada mais acessíveis ao universo da alta costura para o público não especializado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o acesso aos bastidores é genuíno. As cenas com as pequenas-mains costurando peças à mão, a movimentação frenética antes do desfile e os diálogos entre Simons e a equipe mostram um ofício que quase ninguém vê de perto.
O olhar de Tcheng sabe alternar entre o intimista e o espetáculo, o que segura o interesse mesmo para quem não é especialista em moda.
Ponto fraco: o ritmo é lento no meio e o tom, em vários momentos, flerta com a peça publicitária. Quem busca revelações bombásticas ou conflitos dramáticos vai sair achando o filme morno.
Também não espere aprofundamento sobre a história da Dior ou sobre as polêmicas da marca. O foco é quase todo no presente, no ateliê, no agora.
Curiosidades de bastidor
- Frédéric Tcheng já tinha experiência com o tema: antes de Dior e Eu, dirigiu Valentino: The Last Emperor (2008) e Diana Vreeland: O Olhar Tem que Viajar (2011), o que ajuda a explicar a segurança do filme dentro do ateliê.
- O documentário foi filmado em apenas alguns meses, justamente o intervalo entre a chegada de Raf Simons à Dior e a apresentação de sua primeira coleção couture, em julho de 2012.
- Raf Simons pediu demissão da Dior em outubro de 2015, menos de quatro anos depois de assumir a direção artística, o que transformou o documentário em um registro raro de um ciclo encerrado antes do tempo.
Perguntas frequentes sobre Dior e Eu
Dior e Eu é filme ou documentário?
É um documentário. Foi dirigido por Frédéric Tcheng e lançado no Brasil em 2015, com distribuição da Imovision.
Qual é a duração de Dior e Eu?
O filme tem 89 minutos e classificação indicativa de 14 anos.
Dior e Eu tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com as cenas do desfile e encerramentos da equipe, sem qualquer cena extra após os créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de documentários de processo criativo e que curtem acompanhar o making-of de qualquer coisa, de um álbum a um prato de chef.
- Pessoas interessadas em moda, alta costura, história da Dior e no papel do estilista como diretor criativo de uma maison.
- Quem curte narrativas sobre marcas, legado e o choque entre tradição e modernidade dentro de instituições centenárias.
Título original: Dior et Moi
País de origem: França
Data do lançamento: 27/08/2015
Distribuidora: Imovision
Diretor: Frédéric Tcheng
Principais atores: