Veja o trailer do filme Dinheiro Sujo
O que é Dinheiro Sujo
Thomas Taylor acabou de sair da prisão. Saiu como herói: enquanto cumpria pena, os cúmplices usaram o tempo para fugir com o dinheiro. Só que a liberdade não traz paz. O roubo seguinte — uma casa de apostas — rende quase US$ 2 milhões em notas marcadas. Dinheiro que ninguém consegue gastar.
Aí entra Mark Cornell, um agente do FBI tão podre quanto a investigação que ele finge conduzir. Ele quer Taylor dentro de um novo golpe: roubar US$ 6 milhões de um transporte de cassino em Atlantic City. A recusa não é opção.
No meio desse cerco, Alice Eve aparece como Chloe, uma mãe solo atolada em contas. Ela e a filha viram moeda de troca. É a partir daí que o filme trava de vez no modo "chantagem, reviravolta, nova chantagem".
Dinheiro Sujo se vende como suspense noir, mas opera mais como thriller de programa duplo: orçamento modesto, locação real de estrada, elenco de personagem com currículo maior que o roteiro.
Quando estreou e como é lembrado
Lançado nos Estados Unidos em 20 de setembro de 2013, chegou ao Brasil em 23 de janeiro de 2014, com distribuição da Sony Pictures. Rodou em circuito limitado, típico de títulos de gênero que dependem de catálogo e TV a cabo.
Não passou perto do Oscar, de Cannes ou de qualquer circuito de festivais. Estreou direto em vídeo em vários mercados e construiu sua reputação no cabo e em plataformas de streaming.
Hoje é lembrado mais como "aquele filme com Val Kilmer e Christian Slater meia-boca" do que por algum marco autoral. É uma curiosidade de carreira: o primeiro trabalho de direção solo de Tze Chun, que depois migrou para TV (Gotham).
Tem nota morna no agregadores. A crítica especializada tratou como genérico; o público de nicho noir até defende.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a dobradinha de Val Kilmer como o FBI corrupto e Christian Slater como o anti-herói cansado funciona. Kilmer, em particular, está fisicamente intimidante e dá ao filme a única cena realmente tensa — a sequência em que o tempo aperta para Chloe decidir.
Ponto fraco: o roteiro é trilho de trem. Você enxerga a próxima estação antes dela aparecer. A "motivação" dos personagens femininos para entrar no esquema beira o constrangedor, e o terceiro ato tenta um twist que não convence nem espectador cansado.
Curiosidades
- O título original é Cold Comes the Night (literalmente "o frio chega à noite"), em referência a uma fala climática do roteiro. No Brasil virou Dinheiro Sujo, comercialmente mais vendável.
- Bryan Cranston, antes de explodir como Walter White, aparece em papel pequeno como personagem do cassino. Cena curtíssima, basicamente um cameo estendido.
- Foi rodado em locações de Nova York e arredores, mas a história se passa em Atlantic City — um truque orçamentário comum em produções independentes.
Perguntas frequentes
Dinheiro Sujo tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina em definitivo antes mesmo dos créditos rolarem. Pode levantar do sofá sem esperar.
Dinheiro Sujo é bom?
É mediano. Funciona como distração de fim de noite se você já viu todos os noir de catálogo. Tem boas atuações pontuais, roteiro fraco e zero originalidade. Não vai te marcar.
Dinheiro Sujo vale a pena em 2024?
Só se você for completista de thriller B ou fã declarado de Val Kilmer. Para o público geral, há opções muito melhores — inclusive Mente Criminosa e Conexão Escobar, com pegada similar e execução superior.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ação e suspense de catálogo, dispostos a ver um filme "meia-boca" com elenco有名 demais para a produção.
- Quem curte thriller de chantagem com clima de estrada e cassino — sem esperar profundidade moral.
- Caçadores de filmes esquecidos com Bryan Cranston em papel pequeno, daqueles que você só descobre no IMDb depois.
Título original: Cold Comes the Night
País de origem: EUA
Data do lançamento: 23/12/2003
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Tze Chun, Predrag Antonijevic
Principais atores: