Veja o trailer do filme Conexão escobar
Conexão escobar
Conexão Escobar: um thriller de infiltrado com cara de dossiê real
Flórida, 1985. O oficial da alfândega americana Robert Mazur, vivido por Bryan Cranston, aceita uma missão quase suicida: se passar por um operador financeiro capaz de lavar dinheiro para o cartel de Pablo Escobar.
Para isso ele abandona a própria identidade, assume o codinome Robert Musella e mergulha num mundo de cifras milionárias, jantares perigosos e confiança comprada a peso de ouro.
O ponto de partida é simples, mas a premissa rende um suspense frio, calculista, com cara de dossiê da DEA mais do que de filme de ação.
A construção da farsa é o motor da narrativa, e não tiroteios cinematográficos.
Estreia, carreira e legado
Conexão Escobar chegou ao Brasil em 15 de setembro de 2016, distribuído pela Imagem Filmes, num período em que Bryan Cranston surfava no pós-venção do Emmy por Breaking Bad.
O longa ficou conhecido por abordar o lado financeiro do narcotráfico colombiano, em vez do aspecto violento já explorado por outras produções sobre Escobar.
Não levou Oscar, mas entrou no circuito de premiações independentes e rendeu elogios pela reconstituição de época e pelo elenco.
Hoje é lembrado como um thriller de personagem, mais preocupado em mostrar a rotina burocrática de uma operação undercover do que em oferecer adrenalina gratuita.
Para o público brasileiro, segue como porta de entrada para o tema, ao lado de obras como Narcos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a performance de Bryan Cranston é impecável, contida, e prova que o ator sabe trabalhar com sobriedade longe de Walter White.
O elenco de apoio, com Diane Kruger e John Leguizamo, segura bem o tom de thriller procedural.
A reconstituição dos anos 80 e o detalhe dos métodos de lavagem de dinheiro têm um fascínio quase documental.
Ponto fraco: o ritmo é irregular, com o segundo ato perdendo tensão ao explicar demais o processo.
A direção de Brad Furman é competente, porém sem assinatura visual marcante.
Faltam arcos de risco mais agudo para o protagonista; a sensação de perigo é controlada demais.
Curiosidades dos bastidores
- O filme é baseado no livro de memórias do próprio Robert Mazur, publicado em 2007.
- Bryan Cranston ganhou peso e adotou a peruca para se parecer fisicamente com o verdadeiro agente durante as filmagens.
- As cenas de Miami recriaram locações reais dos anos 80, incluindo escritórios e cassinos frequentados pelos investigados.
Perguntas frequentes sobre Conexão Escobar
Conexão Escobar é baseado em fatos reais?
Sim. A história é inspirada na operação real conduzida pelo agente Robert Mazur, que de fato se infiltrou na rede de lavagem de dinheiro ligada a Pablo Escobar nos anos 1980.
Quem é o diretor de Conexão Escobar?
O filme é dirigido por Brad Furman, mesmo diretor de O Poder e a Lei (2011) e Advogado do Diabo.
Conexão Escobar tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina com a resolução da operação e não apresenta cenas extras durante ou após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de true crime e histórias de agentes undercover baseadas em casos reais.
- Quem gostou do tom sóbrio de dramas como Trumbo Lista Negra e O Lobo de Wall Street.
- Interessados na história do cartel de Medellín e em operações policiais dos anos 1980.
Título original: The Infiltrator
País de origem: EUA
Data do lançamento: 15/09/2016
Distribuidora: Imagem Filmes
Diretor: Brad Furman
Principais atores: