Veja o trailer do filme Dezesseis Luas
Sobre o que é Dezesseis Luas
Dezesseis Luas acompanha Ethan Wate, um adolescente de Gatlin, cidade conservadora da Carolina do Sul que parece parada no tempo. O cara sonha com uma garota que ainda não conhece, cuida do pai deprimido e quer fugir dali o quanto antes.
Até que Lena Duchannes senta na primeira carteira da sala. Filha do recluso Macon Ravenwood, ela é tratada como pária pela cidade, e carrega um segredo de família que mistura magia, maldição e o tal do aniversário de 16 anos.
No meio desse caldeirão, o roteiro de Richard LaGravenese quer equilibrar romance adolescente, fantasia sobrenatural e crítica ao moralismo do Sul americano. Funciona em parte.
Estreia e legado
O filme chegou aos cinemas brasileiros em 1º de março de 2013, distribuído pela Paris Filmes, com classificação de 12 anos e 124 minutos de duração.
A produção foi uma tentativa clara de capitalizar a onda de sagas adolescentes inaugurada por Crepúsculo. O orçamento girou em torno de US$ 60 milhões, mas a bilheteria americana ficou bem aquém do esperado.
Esse resultado encerrou de vez a ideia de adaptar os outros volumes da série literária de Kami Garcia e Margaret Stohl. Hoje, o longa é lembrado mais como peça de catálogo do que como fenômeno cultural, ainda que mantenha uma base de fãs nostálgica.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco adulto é o grande trunfo. Jeremy Irons debochado, Viola Davis como bibliotecária sobrenatural e Emma Thompson duelando entre mãe protetora e vilã oferecem camadas que o roteiro central não sustenta.
O visual gótico sulista, com plantação, varandas coloniais e biblioteca empoeirada, também tem charme. Vende bem o clima de cidade que esconde segredos antigos.
Ponto fraco: a química entre Alden Ehrenreich e Alice Englert não convence. Falta faísca, sobra solenidade em cenas que pediam paixão adolescente.
O segundo ato arrasta, com regras mágicas mal explicadas e um vilão central que nunca chega a assustar de verdade.
Curiosidades
- O filme marca a estreia de Alden Ehrenreich como protagonista de um grande estúdio, cerca de três anos antes de ele ser escalado como Han Solo em Solo: Uma História Star Wars.
- Zoey Deutch faz uma participação curta como Emily, amiga de Ethan, no início do longa, antes de emplacar carreira em comédias românticas juvenis.
- A direção é de Richard LaGravenese, roteirista de clássicos como Os Reis da Montanha e O Retrato de uma Noite, e o filme é uma de suas raras incursões no gênero de fantasia adolescente.
Perguntas frequentes
Dezesseis Luas é baseado em qual livro?
O longa é a adaptação do primeiro volume da saga Caster Chronicles, escrita por Kami Garcia e Margaret Stohl, publicado no Brasil justamente como Dezesseis Luas.
Dezesseis Luas tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina em cena fechada e não há sequência extra nem teaser após os créditos finais.
Dezesseis Luas vale a pena?
Vale para quem gosta de fantasia romântica adolescente com elenco adulto forte. Quem prefere tramas mais ágeis ou efeitos mais grandiosos pode achar o ritmo parado demais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de adaptações YA sobrenaturais como Crepúsculo, Cidade dos Ossos e Vampire Academy, que gostam de triângulos amorosos com magia no meio.
- Quem curte dramas de época ambientados no Sul americano, com visual gótico, igrejas antigas e cidades pequenas cheias de fofoca.
- Apostadores de elenco, ou seja, gente que assiste a qualquer coisa com Jeremy Irons, Viola Davis ou Emma Thompson para ver o que esses atores vão aprontar.
Título original: Beautiful Creatures
País de origem: EUA
Data do lançamento: 01/03/2013
Distribuidora: Paris Filmes
Diretor: Richard LaGravenese
Principais atores: