Veja o trailer do filme Death Note

Death Note

Sobre o que é Death Note

Em Seattle, o estudante Light Turner encontra um caderno caído do céu com um poder terrível: anotar o nome de alguém e causar sua morte. O artefato, chamado Death Note, vem acompanhado de um shinigami chamado Ryuk.

Seduzido pelo espírito e pela ideia de corrigir o mundo, Light começa a eliminar criminosos. A população o batiza de Kira, e a polícia não consegue deter a onda de assassinatos.

A única esperança é L, um detetive excêntrico que começa a aproximar-se da identidade do assassino. O filme dirigido por Adam Wingard mergulha nesse jogo de gato e rato, com peso de suspense e toques de terror.

Linha do tempo e legado

Death Note chegou à Netflix em 2017 e foi alvo de polêmica imediata. Parte do público esperava fidelidade ao fantasia japonês, já que o original é um fenômeno cultural do anime.

A produção apostou em releitura, com cenário americano e elenco predominantemente jovem, mas a resposta da crítica foi predominantemente negativa.

Mesmo com a recepção fria, o longa acumulou milhões de horas assistidas na plataforma e continua sendo citado em listas dos piores filmes adaptados de mangá.

Hoje, o título é lembrado mais como curiosidade polêmica do que como obra de referência do policial contemporâneo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Willem Dafoe como Ryuk rouba todas as cenas em que aparece. A voz rouca e o visual específico do shinigami funcionam como uma ponte fiel ao material original, mesmo com o resto do filme distante dele.

A direção de Wingard, conhecida por Bruxa de Blair e Dois Caras Legais, injeta boa dose de gore em momentos pontuais.

Ponto fraco: o roteiro decide mudar elementos centrais da premissa e, ao mesmo tempo, tenta entregar uma trama de ação rasa, o que compromete a tensão do duelo entre Light e L.

Os personagens secundários, incluindo o pai de Light vivido por Shea Whigham, são mal aproveitados.

Curiosidades de bastidores

  • O roteiro passou por várias reescritas desde a contratação dos irmãos Parlapanides, e partes foram modificadas até dias antes das filmagens.
  • Willem Dafoe gravou as cenas de Ryuk em estúdio, com referência visual pesada na animação japonesa, mas com liberdade total para improvisar a voz.
  • O diretor Adam Wingard foi escolhido após uma reunião com executivos que queriam uma pegada mais adulta em comparação ao anime original.

Perguntas frequentes

Death Note (2017) tem cena pós-créditos?

Não. Após os créditos finais, o filme termina sem adicionais, diferentemente de muitos longas da Marvel.

É a mesma história do anime?

A premissa central é a mesma, mas nomes, nacionalidades e várias reviravoltas foram alteradas. A experiência é bem diferente da série japonesa.

Vale a pena assistir Death Note?

Funciona como curiosidade e entretenimento casual, especialmente para quem nunca viu o anime. Quem já conhece o material original tende a sair frustrado com a execução.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de adaptações de mangá que não conhecem a versão em anime e querem experimentar a premissa em live-action.
  • Quem gosta de thrillers sobre dilemas morais com objetos amaldiçoados e jogos de inteligência.
  • Curiosos de terror leve em streaming, interessados em títulos com criaturas sinistras e humor negro.