Veja o trailer do filme Cry-Baby
Cry-Baby
Cry-Baby, o musical transgressivo de John Waters
Baltimore, anos 1950. Wade Cry-Baby Walker (Johnny Depp) é o líder dos drapes, grupo de delinquentes conhecidos pelo penteado brilhante de vaselina e pela fama de chorar com um olho só.
Ele se apaixona por Allison, uma moça rica criada pela avó que vê no romance um escândalo social. A rejeição vira combustível para uma guerra entre os drapes e os quadrados da cidade.
Dirigido por John Waters, o longa satiriza os musicais juveniles clássicos, mas com o deboche e o mau gosto assumido que são marca do cineasta.
Estreia, legado e impacto cultural
Cry-Baby chegou aos cinemas em abril de 1990, distribuído pela Universal Pictures, como aposta para consolidar Johnny Depp como astro após Edward Mãos de Tesoura.
Foi um fracasso de bilheteria na época, mas com o tempo virou peça de culto, especialmente entre fãs do cinema camp e do rockabilly. Hoje é visto como o avô do estranho revival estético dos anos 2010.
O musical ao vivo baseado no filme estreou na Broadway em 2007, ampliando o legado. É presença obrigatória em listas de melhores musicais da comédia musical fora da Hollywood tradicional.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o carisma magnético de Johnny Depp, que canta, dança e se contorce com uma energia que poucos atores da geração dele conseguem igualar.
As participações de Iggy Pop, Ricki Lake, Traci Lords e Willem Dafoe dão ao filme um quê de reunião de figuras do underground pop.
Ponto fraco: o roteiro é fino, sustentado quase todo pelo tom de paródia. Quem esperar a profundidade de um drama romântico ou o acabamento de um grande musical de Hollywood pode sair frustrado.
O ritmo oscila entre números elétricos e cenas que poderiam ter sido cortadas na ilha de edição.
Curiosidades de bastidores
- Cry-Baby foi o primeiro papel de protagonista de Johnny Depp em um grande estúdio de Hollywood, pouco antes do estouro de público com Edward Mãos de Tesoura.
- Willem Dafoe aparece com um corte de cabelo militar em um dos menores papéis da carreira, quase um easter egg.
- O roteiro é uma homenagem deliberada aos musicais juveniles dos anos 1950, mas passado pelo filtro de mau gosto calculado de John Waters.
Perguntas frequentes sobre Cry-Baby
Cry-Baby tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a resolução do conflito entre drapes e quadrados e os créditos começam logo em seguida, sem surpresa extra no final.
Cry-Baby é um musical?
Sim. É uma comédia musical ambientada nos anos 1950, com vários números cantados e coreografados espalhados pela trama.
Qual é a duração de Cry-Baby?
São 85 minutos, o que torna o filme uma sessão rápida, ideal para quem quer conhecer o trabalho de John Waters sem encarar um longa mais longo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema cult e do universo transgressivo de John Waters, especialmente quem já viu Pink Flamingos.
- Apaixonados por Johnny Depp dos anos 1990, entre Edward Mãos de Tesoura e Piratas do Caribe.
- Entusiastas de estética rockabilly, anos 1950 e musicais juveniles com humor anarquista.