Veja o trailer do filme Conan, o Bárbaro
Conan, o Bárbaro: o que esperar do filme
Imagine perder tudo ainda criança: pais, aldeia, infância. É nesse ponto que começa a jornada de Conan, um cimério que testemunha o massacre promovido pelo feiticeiro Thulsa Doom.
Crescido entre rodas de escravos e arenas de gladiadores, ele se transforma em uma máquina de combate. Quando finalmente conquista a liberdade, o único combustível que sobra é a vingança.
É um filme de ação e fantasia que não tenta ser sofisticado. O roteiro é uma trilha direta até o confronto final, embalado por violência estilizada, corpos suados e muita paisagem desértica.
A direção é de John Milius, com Arnold Schwarzenegger no papel que definiu sua carreira no cinema.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Conan, o Bárbaro chegou aos cinemas em 1982, produzido por Dino De Laurentiis e baseado nas histórias de Robert E. Howard. Foi um dos grandes marcos do gênero espada e feitiçaria dos anos 1980.
Na época, não levou Oscar, mas a trilha sonora de Basil Poledouris virou referência absoluta, copiada e referenciada em dezenas de filmes e jogos depois. O visual cru, a fotografia de Duke Callaghan e a direção de arte pomposa ajudaram a criar um padrão para o subgênero.
Cultuado por fãs de aventura pesada e por admiradores do cinema B com orçamento A, o título segue sendo revisitado em retrospectivas e continua influente em franquias modernas. Para quem gosta de confrontos diretos, sem meias-verdades narrativas, é um clássico que envelhece como um vinho estranho, mas fiel a si mesmo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é o grande trunfo. Cenários grandiosos, figurinos pesados, vilões de opereta e uma trilha sonora que entra no ouvido e não sai mais. A construção do mundo da Era Hiboriana é imersiva e continua impressionando.
Ponto fraco: o roteiro não esconde suas costuras. Diálogos expositivos, motivações rasas e uma narrativa que funciona mais por ícone do que por construção de personagem. Quem busca profundidade dramática pode sair frustrado.
Curiosidades dos bastidores
- A voz de James Earl Jones, já lendária por Darth Vader, foi um pedido direto do diretor John Milius para dar peso ao vilão Thulsa Doom.
- A trilha sonora de Basil Poledouris foi gravada com a Orquestra Filarmônica de Budapeste e é considerada uma das maiores trilhas épicas já compostas.
- Sandahl Bergman e Arnold Schwarzenegger namoraram durante as filmagens, o que gerou uma química real visível nas cenas de luta do filme.
Perguntas frequentes
Conan, o Bárbaro tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após o confronto final, sem cenas extras durante ou depois dos créditos.
Conan, o Bárbaro é bom?
É um clássico cult de fantasia e ação. Funciona melhor pelo clima, pela trilha e pelo carisma de Schwarzenegger do que pelo roteiro, que é direto e pouco sofisticado.
Qual a ordem correta para assistir os filmes do Conan?
A ordem cronológica da história é Conan, o Bárbaro (1982), seguido por Conan, o Destruidor (1984). A refilmagem de 2011, com Jason Momoa, é uma adaptação independente e pode ser vista à parte.
Pra quem é este filme:
- Fãs de espada e feitiçaria que cresceram com Conan nos quadrinhos e nos filmes dos anos 80.
- Apaixonados por Arnold Schwarzenegger, que aqui virou símbolo de um tipo específico de herói cinematográfico.
- Amantes de clássicos cult, com trilha sonora icônica e visual analógico inconfundível.
Título original: Conan the Barbarian
País de origem: EUA
Data do lançamento: 16/09/2011
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: John Milius, Marcus Nispel
Principais atores: