Con Air - A Rota da Fuga
O que você precisa saber antes do embarque
Cameron Poe (Nicolas Cage) acabou de conquistar a liberdade condicional após oito anos preso. O que era para ser um voo tranquilo de volta para casa se transforma em pesadelo quando ele pega carona no transporte aéreo que leva os criminosos mais perigosos do país para um novo presídio.
No meio do bando está Cyrus, o Serial Killer, vivido por um John Malkovich em modo psicopata elegante. Quando Cyrus toma o controle da aeronave, Poe precisa fingir adesão ao motim e usar cada segundo de lucidez para reverter a situação. O resultado é um policial de ação com cara de blockbuster oitentista, mas temperado pelo deboche dos anos 90.
O longa foi lançado em 1997 e consolidou Cage como ícone do cinema de ação exagerado, com direito a jato rasgando o asfalto de Las Vegas e frases de efeito que viraram meme antes mesmo de a internet existir.
Estréia, legado e onde o filme é lembrado hoje
Con Air chegou aos cinemas em 6 de junho de 1997 e faturou cerca de 224 milhões de dólares em bilheteria mundial, um resultado robusto para a época. Custou metade disso para ser feito, então a conta fechou rápido para a Touchstone e a Jerry Bruckheimer Films.
A produção disputou o Oscar daquele ano nas categorias técnicas, com duas indicações: Melhor Canção Original, por “How Do I Live”, de Trisha Yearwood, e Melhor Som. Não levou nenhuma estatueta, mas a trilha de Mark Mancina e Trevor Rabin virou referência para o subgênero de ação aeronáutica.
Hoje, o longa é lembrado como pico da fase mais pop de Nicolas Cage e estudado em cursos de cinema americano dos anos 90. O filme virou leitura obrigatória para entender a estética de ação pré-Matrix, antes da revolução digital do cinema.
Vale o ingresso? Ponto alto e ponto fraco
Ponto alto: o elenco funciona como um verdadeiro time de supervilões descartáveis. Cada detento é carismático o suficiente para render uma cena própria, e o elenco virou um catálogo de atores que explodiriam nos anos seguintes.
Ponto alto: a sequência de pouso forçado em Las Vegas, com a cidade toda em chamas e Poe manobrando o jatinho em queda livre, é puro escapismo cinematográfico. A montagem de Simon West vende o impossível com convicção.
Ponto fraco: o roteiro de Scott Rosenberg tropeça nas próprias sacadas. Algumas reviravoltas pedem que o espectador desligue o cérebro em definitivo, e os diálogos oscilam entre o sarcástico e o simplesmente absurdo.
Ponto fraco: Poe demora demais para entrar em ação, e os quase 40 minutos iniciais dentro do presídio testam a paciência de quem procura adrenalina desde o primeiro frame.
Curiosidades de bastidores
- Aeronaves reais, incluindo um Fairchild C-123 Provider e um Boeing 727, foram usadas para as filmagens externas, e dois jatos foram efetivamente acidentados na sequência de Las Vegas.
- A música tema How Do I Live, de Trisha Yearwood e LeAnn Rimes, foi gravada por duas artistas e lançada em versões diferentes, gerando uma disputa de paradas que se estendeu por meses.
- Steve Buscemi, Ving Rhames e Danny Trejo aparecem como detentos em cenas curtas, o que transformou o transporte aéreo em um verdadeiro who is who do cinema de ação dos anos 90.
Perguntas frequentes sobre Con Air - A Rota da Fuga
Con Air - A Rota da Fuga vale a pena assistir hoje?
Vale, sim, se você quer ação sem filtro e humor involuntário. É um exemplar perfeito do cinema de Bruckheimer em seu auge, e envelheceu como entretenimento de sessão da tarde.
Con Air - A Rota da Fuga tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após o desfecho aéreo e não há cenas extras durante ou depois dos créditos.
Qual a duração de Con Air - A Rota da Fuga?
O filme tem 1h55m de duração, ritmo acelerado e praticamente nenhum momento morto depois do primeiro terço.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ação prática e efeitos práticos da era pré-CGI pesada, quando explosão era explosão de verdade.
- Apreciadores de Nicolas Cage em modo over the top, período Águia de Aço e O Roqui.
- Quem cresceu alugando fitas VHS de blockbuster e sente nostalgia de locadora.