Veja o trailer do filme Coisas que Perdemos pelo Caminho

Coisas que Perdemos pelo Caminho

Coisas que Perdemos pelo Caminho

Sobre o que é Coisas que Perdemos pelo Caminho

Audrey Burke (Halle Berry) recebe a notícia que nenhuma esposa quer ouvir: Brian (David Duchovny), seu marido, foi assassinado em um ato de violência aleatória.

Em vez de buscar refúgio na família ou na terapia, ela faz algo que parece contraditório: convida Jerry Sunborne (Benicio Del Toro), amigo de infância do marido e dependente químico em recuperação, para morar no quarto anexo à garagem.

A convivência entre uma viúva em negação e um usuário lutando para sobreviver vira o eixo de um drama sobre luto, culpa e as pessoas que entram na sua vida justamente quando tudo parece perdido.

A direção é da dinamarquesa Susanne Bier, já acostumada a explorar famílias em frangalhos, como em Brothers.

Estreia e legado

Coisas que Perdemos pelo Caminho chegou aos cinemas americanos em 2007, com lançamento direto no circuito internacional no ano seguinte. Foi um título de carreira para Bier fora da Europa e a confirmou como diretora de dramas íntimos com elenco de peso.

O grande legado do filme é a performance de Benicio Del Toro, indicada ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2008. Poucos atores construíram um dependente em recuperação com tanta densidade e tão pouco didatismo.

Hoje é lembrado como um dos dramas americanos sobre luto mais subestimados dos anos 2000, citado com frequência em listas de performances marcantes de Del Toro ao lado de Traffic e 21 Gramas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Del Toro. A segunda metade do filme é praticamente dele, e cada cena em que aparece soa verdadeira, sem maniqueísmo.

Bier conduz o elenco com mão firme e evita o melodrama fácil em pelo menos dois terços do longa.

Ponto fraco: o roteiro aposta em simbolismos com fogo e renascimento que ficam batidos, e o terceiro ato perde fôlego, alongando reconciliações que já estavam resolvidas visualmente.

Curiosidades

  • O roteiro original foi escrito por Allan Loeb em uma lista chamada "Things We Lost in the Fire", que inspirou o título.
  • Del Toro chegou a ficar três horas por dia em uma clínica de reabilitação para estudar dependentes químicos em abstinência.
  • Bier rodou boa parte do longa em Vancouver, embora a história se passe em uma cidade americana não nomeada.

Perguntas frequentes

Coisas que Perdemos pelo Caminho é baseado em fatos reais?

Não. A história é ficção, escrita por Allan Loeb, embora o diretor Susanne Bier tenha se inspirado em casos reais de luto e dependência química para moldar o tom.

Tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma definitiva antes dos créditos finais, sem teasers ou extras.

Onde assistir Coisas que Perdemos pelo Caminho online?

O filme circula em catálogos de streaming sob demanda no Brasil. Consulte a grade atualizada na nossa seção de programação para ver em qual plataforma está disponível.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas de luto no estilo de Um Dia Perfeito e Brothers
  • Quem acompanha a carreira de Benicio Del Toro e quer ver um registro menos comercial do ator
  • Interessados em dramaturgia familiar escrita e dirigida por cineastas europeias em solo americano