Veja o trailer do filme Códigos de Guerra
O filme
Em Códigos de Guerra (Windtalkers), o diretor John Woo leva para a Segunda Guerra a história real dos Code Talkers Navajo. Soldados indígenas americanos usaram sua língua nativa como código militar impossível de ser decodificado pelos japoneses no Pacífico.
No centro está o sargento Joe Enders (Nicolas Cage), um combatente marcado por batalhas anteriores que recebe a missão de proteger o soldado Ben Yahzee (Adam Beach), um dos transmissores do código.
A ordem é clara: o código não pode cair nas mãos inimigas, nem que isso signifique eliminar o próprio protegido. Esse dilema ético atravessa toda a narrativa de guerra e ação.
Estreia e legado
Códigos de Guerra chegou aos cinemas brasileiros em 25 de outubro de 2002, distribuído pela 20th Century Fox, com orçamento acima de 100 milhões de dólares. O resultado nas bilheterias foi aquém do esperado, transformando o longa em um dos tombstones mais lembrados da carreira de John Woo em Hollywood.
Apesar do desempenho comercial, o filme ajudou a divulgar para o grande público a história dos Code Talkers, que em 2000 já tinham sido reconhecidos com a Medalha de Ouro do Congresso Americano. Ao lado de Esquadrão Suicida e Snowden - Herói ou traidor, é mais um título que aborda temas ligados à identidade e à lealdade em contexto de conflito.
Hoje é lembrado como um espetáculo bélico irregular, mas com valor histórico para quem se interessa pelo papel dos povos indígenas nas grandes guerras do século XX.
Vale o ingresso?
Ponto alto: as sequências de batalha no Pacífico, com a câmera lenta e os enquadramentos característicos de John Woo, têm impacto real. A dupla central entre Cage e Adam Beach funciona bem e dá peso emocional ao vínculo forçado entre os dois.
Ponto fraco: o roteiro aposta em subtramas com Christian Slater, Mark Ruffalo e Frances O'Connor que ficam mal resolvidas, soando mais como preenchimento do que como camada dramática. A mitologia Navajo também é pouco explorada, perdendo a chance de dar densidade cultural ao material.
No fim, é um filme de ação competente com verniz histórico, mas que poderia ter ido muito mais fundo.
Curiosidades
- John Woo insistiu em escalar atores com descendência indígena para os papéis principais, e Adam Beach é de origem saulteaux, do Canadá.
- Os verdadeiros Code Talkers só tiveram seu trabalho oficialmente reconhecido pelo governo dos EUA em 2000, dois anos antes do lançamento do filme.
- A produção reconstruiu vilarejos e trincheiras no Havaí e no Alasca, aproveitando os mesmos cenários usados em A Lista de Schindler.
Perguntas frequentes
Códigos de Guerra é baseado em fatos reais? Sim. O longa retrata os Code Talkers Navajo, soldados que usaram sua língua materna como código indecifrável durante a campanha do Pacífico na Segunda Guerra.
Quem dirige Códigos de Guerra? A direção é de John Woo, diretor de Hong Kong responsável por clássicos como The Killer e Hard Boiled, além de Esquadrão Suicida.
Códigos de Guerra tem cena pós-créditos? Não. A narrativa se encerra com a resolução do conflito central e os créditos finais começam logo em seguida.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de guerra estilo Platoon e Resgate do Soldado Ryan, interessados em relatos menos conhecidos da Segunda Guerra.
- Quem acompanha a carreira de John Woo e quer ver seu estilo de ação移植 para um cenário histórico.
- Leitores de história militar, povos indígenas da América do Norte e curiosos sobre criptografia e espionagem.
Título original: Windtalkers
País de origem: EUA
Data do lançamento: 25/10/2002
Distribuidora: 20th Century Fox
Diretor: John Woo
Principais atores: