Veja o trailer do filme Código para o Inferno
O filme
Arthur Jeffries é um agente do suspense que trabalha à margem depois de uma operação desastrada. Rebaixado a missões de rotina, ele esbarra com Simon Lynch, um menino de nove anos autista que, sem saber, decifrou um código ultrassecreto da NSA.
O problema é sério. O código custou dois bilhões de dólares e ninguém deveria ser capaz de quebrá-lo. Quando a agência descobre que uma criança conseguiu, a ordem é eliminar o contratempo.
Dirigido por Harold Becker, o longa equilibra ação, conspiração e um vínculo improvável entre o agente encrencado e o garoto. A premissa mistura espionagem, criptografia e corrida contra o relógio com um núcleo emocional raro no gênero.
Origem e legado
Código para o Inferno chegou aos cinemas norte-americanos em 10 de abril de 1998 e desembarcou no Brasil em 26 de junho de 1998, com distribuição da Universal Pictures.
O filme marcou a segunda parceria entre Bruce Willis e o diretor Harold Becker, depois de Malícia (1993). Custou cerca de 60 milhões de dólares e faturou pouco mais de 93 milhões worldwide, um resultado considerado moderno para o astro.
Recepção morna: 16% no Rotten Tomatoes entre os críticos e nota 49 no Metacritic. Mesmo assim, se tornou cult entre fãs do Bruce Willis dos anos 90 e costuma aparecer em listas de thrillers paranoicos com crianças em perigo, ao lado de obras como O Lar das Crianças Peculiares.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Bruce Willis e Miko Hughes segura o filme. O garoto entrega uma atuação sensível e convincente, e as cenas de tensão nos esconderijos têm fôlego.
Ponto alto: a crítica velada ao aparato de segurança americano rende bons diálogos, especialmente nas cenas com Alec Baldwin como o chefão da NSA.
Ponto fraco: o segundo turno explicativo demais sobre criptografia e quebra de código derruba o ritmo. Vira aula de tecnologia em vez de thriller.
Ponto fraco: a figuração de coadjuvantes como Peter Stormare é desperdiçada em vilões genéricos. Para quem curte drama de conspiração, a narrativa burocrática entre FBI e NSA pode soar arrastada.
Curiosidades
- O roteirista Lawrence Konner teve o argumento original inspirado em Reportagens sobre o então em desenvolvimento projeto Clipper Chip, um chip de criptografia da NSA dos anos 90.
- As cenas com Simon no telefone são baseadas em histórias reais de crianças autistas com facilidade extrema para padrões numéricos, fenômeno conhecido como savantismo.
- Miko Hughes tinha apenas 11 anos na época das filmagens e aprendeu a tocar piano de verdade para a cena em que Simon decifra o código olhando padrões de teclas.
Perguntas frequentes
Código para o Inferno é baseado em uma história real?
Não. O roteiro é ficção, mas foi inspirado em reportagens sobre o polêmico chip Clipper da NSA, programa real de criptografia dos anos 90.
Tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina com a clássica tomada de encerramento, sem cenas extras após os créditos finais.
Quem é o diretor de Código para o Inferno?
O filme foi dirigido por Harold Becker, mesmo diretor de Malícia (1993), Taps (1981) e Cidade de Deus (1998, não o brasileiro).
Pra quem é este filme:
- Fãs de Bruce Willis dos anos 90, especialmente depois de Pulp Fiction e Duro de Matar.
- Quem gosta de thrillers paranoicos sobre agências governamentais e códigos indecifráveis, com clima similar a Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer.
- Interessados em representações do autismo no cinema, com peso dramático próximo a Um Homem Entre Gigantes e Moonrise Kingdom.
Título original: Mercury Rising
País de origem: EUA
Data do lançamento: 26/06/1998
Diretor: Harold Becker
Principais atores: