O que é Cinderela em Paris?
Em Cinderela em Paris (no original Funny Face), Dick Avery é um fotógrafo de moda que trabalha para a Quality Magazine, uma conceituada revista feminina. Ele descobre Jo Stockton, uma balconista de uma livraria no Greenwich Village, e decide transformá-la em modelo.
A trama se desenrola em duas frentes: a profissional, com a editora Maggie Prescott bancando a ascensão de Jo, e a pessoal, com Jo querendo ir a Paris apenas para conhecer o filósofo Emile Flostre, cujas ideias ela idolatra. O que parecia um simples conto de fadas fashion vai ganhando camadas quando os desejos reais de Jo entram em conflito com o projeto de imagem criado pela revista.
Dirigido por Stanley Donen, o longa é um marco do musical clássico, onde cada número coreografado avança o relacionamento entre os personagens, sem jamais trair a leveza da narrativa.
Estreia e legado
Estreou nos Estados Unidos em 1957, chegando ao Brasil no mesmo ano. Foi um sucesso moderado de público, mas o reconhecimento veio com o tempo, especialmente após o Oscar vencido por Audrey Hepburn com a música "Funny Face".
Hoje, é lembrado como uma das obras-primas da era de ouro dos musicais da MGM e como o filme que oficializou a parceria entre Hepburn e o estilista Hubert de Givenchy, relação que mudaria a história da moda e do cinema. Costuma aparecer em listas de melhores musicais já feitos e influenciou diretamente Bonequinha de Luxo.
É também um registro afetuoso do existencialismo parisiense dos anos 1950, capturado com a elegância visual típica de Donen, que já havia brilhado em Cantando na Chuva.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Audrey Hepburn e Fred Astaire é magnética. Mesmo com a diferença de idade entre os dois, a dança e o olhar funcionam com uma naturalidade rara.
Os figurinos de Givenchy e a fotografia em Paris são de tirar o fôlego. As sequências "Bonjour Paris" e "Basal Metabolism" são pura celebração visual.
Ponto fraco: o roteiro é mais simples do que parece à primeira vista. O arco de Jo entre o sonho intelectual e a realidade do mundo da moda resolve-se com diálogos charmosos, mas um pouco ralos em substância.
Quem busca profundidade filosófica sobre Flostre pode sair frustrado — o filme trata o existencialismo como cenário, não como tema central.
Curiosidades dos bastidores
- O figurino de Hepburn foi desenhado por um jovem Hubert de Givenchy, então com apenas 28 anos. Foi o começo de uma das colaborações mais célèbres da história da moda.
- Fred Astaire dançou com todas as suas parceiras de filme, mas elogiou Hepburn como uma das melhores com quem já trabalhou em termos de musicalidade natural.
- A sequência "Basal Metabolism" foi filmada em uma única tomada, sem cortes, o que exigiu ensaios intensos de Astaire e do corpo de baile durante semanas.
Perguntas frequentes
Cinderela em Paris é o mesmo que Funny Face?
Sim. O título original é Funny Face (1957), e no Brasil ficou conhecido como Cinderela em Paris por causa da pegada de conto de fadas fashion da trama.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. O encerramento é clássico, com a resolução do romance e a celebração do desfile de moda, sem teasers ou surpresas após os créditos.
Onde assistir Cinderela em Paris online?
O longa circula em catálogos de streaming clássicos e costuma aparecer em mostras sazonais de cinema. Consulte a grade de programação atualizada nesta página para saber onde está disponível hoje.
Pra quem é este filme:
- Fãs de musicais clássicos da era de ouro que curtem Cantando na Chuva e Sete Noivas para Sete Irmãos.
- Admiradores de Audrey Hepburn que querem entender a origem da sua imagem atemporal e da parceria com Givenchy.
- Apaixonados por moda, fotografia editorial e pela Paris existencialista dos anos 1950.
Título original: Funny Face
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 31/12/1956
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Stanley Donen
Principais atores: