Veja o trailer do filme Camino A La Paz
Um Peugeot 505 como motor da história
Sebastián tem 35 anos, um casamento recente nas costas e uma conta bancária no vermelho. Para resolver o problema sem perder a dignidade, ele decide transformar seu velho Peugeot 505 em ferramenta de trabalho e vira motorista particular em Buenos Aires.
O detalhe que muda tudo é o passageiro. Jalil, um idoso muçulmano de fala mansa, começa a usar Sebastián como motorista fixo. Até o dia em que aparece com uma proposta estranha: uma bolada em dinheiro para ser levado de carro até La Paz, na Bolívia, seguindo um roteiro meticulosamente planejado pelo velho.
Relutante, com o aluguel batendo à porta, Sebastián aceita. A partir daí, a estrada argentina e boliviana vira o cenário de um drama rodoviário silencioso, onde o carro funciona como confessionário sobre rodas.
Estréia nos cinemas e legado
Camino A La Paz chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, com distribuição limitada e foco em circuitos alternativos.
Produzido na Argentina, o longa circulou por festivais antes de ganhar uma janela comercial discreta no Brasil. O filme entrou na grade do público cinéfilo como road movie de baixo orçamento, com boa circulação em mostras de cinema latino-americano.
Hoje, o título é lembrado por quem acompanha o cinema argentino contemporâneo e por fãs de Rodrigo De La Serna, embora siga como obra de nicho. Não levou grandes prêmios internacionais, mas mantém口碑 de filme honesto, econômico e bem interpretado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: A química entre Rodrigo De La Serna e Ernesto Suárez. Os dois sustentam a viagem inteira com um jogo de silêncios, olhares e pequenas tensões que crescem com a altitude.
A direção de Francisco Varone também acerta no uso da paisagem: os Andes não são pano de fundo, viram quase um terceiro personagem.
Ponto fraco: O ritmo contemplativo exige paciência. Quem busca conflito explícito ou reviravoltas no roteiro pode achar a proposta lenta demais, e os personagens secundários aparecem e somem sem grande desenvolvimento.
Curiosidades de bastidores
- O Peugeot 505 usado pelo protagonista virou espécie de mascote das filmagens, aparecendo em quase todas as cenas da viagem.
- A travessia de Buenos Aires a La Paz foi rodada em locações reais, com a equipe percorrendo parte do mesmo trajeto feito pelos personagens.
- Rodrigo De La Serna já tinha experiência em road movies, justamente por ter contracenado com Gael García Bernal em Diários de Motocicleta.
Perguntas frequentes
Camino A La Paz é baseado em fatos reais?
Não. É uma obra de ficção escrita e dirigida por Francisco Varone, inspirada na ideia de cruzar a fronteira andina de carro, mas sem personagens reais por trás.
Qual a classificação indicativa de Camino A La Paz?
O filme tem classificação indicativa de 16 anos, por conteúdo temático e algumas situações de tensão adulta.
Camino A La Paz tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa fecha o arco dentro do tempo corrido, sem cenas extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de road movies intimistas, tipo Diários de Motocicleta e Tetro, que curtem viagens com carga simbólica.
- Quem acompanha o cinema argentino contemporâneo e gosta de dramas de baixo orçamento, estilo Las Insoladas e Historia de un Cura.
- Espectadores que valorizam atuações contidas e diálogos econômicos, sem explosões dramáticas nem trilha sonora ostensiva.
Título original: Camino A La Paz
País de origem: ARGENTINA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Francisco Varone
Principais atores: