Veja o trailer do filme Budapeste

Budapeste

Budapeste

O que é Budapeste e por que ele incomoda

Um ghost-writer carioca faz uma escala não planejada na capital húngara e nunca mais volta inteiro. Leonardo Medeiros interpreta José Costa, profissional especializado em escrever livros para outras pessoas sem crédito, que na volta de um congresso acaba preso em Budapeste.

A espera se transforma em obsessão pela língua local, descrita no filme como a única que o diabo respeita. É por meio desse idioma que ele conhece Kriska (Gabriella Hámori), professora que vira sua guia e amante. Enquanto isso, no Rio, a esposa Vanda (Giovanna Antonelli) segue construindo a própria vida diante das câmeras de telejornal.

Dirigido por Walter Carvalho, o longa adapta o romance de Chico Buarque e se assume como drama de clima, não de plot. A tensão mora nos silêncios, nos planos longos e nas fronteiras borradas entre autoria, identidade e pertencimento.

Estreia,获奖 e o peso de adaptar Chico

Budapeste chegou aos cinemas brasileiros em 22 de maio de 2009, em um momento de crescente interesse do público por adaptações literárias nacionais. A escolha de Walter Carvalho para dirigir, cineasta mais acostumado à fotografia (assinou as imagens de Central do Brasil e O Invasor), chamou atenção pelo cuidado visual.

O filme venceu o Kikito de melhor longa no Festival de Gramado de 2009, além de prêmios para Leonardo Medeiros e para a própria Gabriella Hámori como atriz revelação. Foi exibido em festivais na Europa e ganhou distribuição em Portugal, já que é uma coprodução luso-brasileira rodada em locações reais da Hungria e do Rio de Janeiro.

Passados mais de 15 anos, o longa é lembrado como uma das adaptações mais fiéis e ao mesmo tempo mais pessoais de um romance de Chico Buarque, e costuma ser citado quando se discute o cinema de drama intelectual feito no Brasil nos anos 2000.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a cinematografia é o grande personagem. Walter Carvalho transforma Budapeste em um personagem silencioso, com冬季tons de azul e dourado que dialogam com o Rio tropical. Leonardo Medeiros entrega uma interpretação contida, cheia de olhares.

Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento e pode frustrar quem busca enredo. A versão do livro de Chico perde alguns dos jogos metalinguísticos mais radicais do romance, optando por uma narrativa mais linear e menos experimental.

Para quem topa um filme de atmosfera, é uma experiência. Para quem espera thriller ou grandes reviravoltas, o convite não combina.

Curiosidades dos bastidores

  • O filme é coprodução entre Brasil e Portugal e foi rodado em locações reais de Budapeste e do Rio de Janeiro, sem uso significativo de estúdio.
  • Walter Carvalho, antes de diretor, é um dos maiores diretores de fotografia do cinema brasileiro, com créditos em Central do Brasil e O Invasor.
  • Gabriella Hámori é atriz húngara de verdade, o que dispensou dublagem nas cenas em seu idioma e deu autenticidade aos diálogos na língua local.

Perguntas frequentes sobre Budapeste

Budapeste é baseado em qual livro?
O filme é uma adaptação do romance homônimo publicado por Chico Buarque em 2003, um dos livros mais实验ais do autor.

Quem dirige Budapeste e em que ano lançou?
A direção é de Walter Carvalho, e a estreia nos cinemas brasileiros aconteceu em 22 de maio de 2009.

Budapeste tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma contemplativa, sem ganchos extras depois dos créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Leitores de Chico Buarque que querem ver o romance ganhar corpo e cidade.
  • Fãs de dramas europeus contemplativos, no estilo Krzysztof Kieślowski ou Miklós Jancsó.
  • Apaixonados por fotografia de cinema que curtem analisar enquadramento e paleta de cor.