Veja o trailer do filme Beijos Que Matam

Beijos Que Matam

Beijos Que Matam

Policial Suspense Duração: 1h 56min

Um psicólogo forense contra um colecionador

Em Beijos Que Matam, o psicólogo forense Alex Cross, vivido por Morgan Freeman, larga sua rotina em Washington para investigar o desaparecimento da sobrinha numa cidade universitária da Carolina do Norte.

O caso não é isolado. Outras jovens sumiram em circunstâncias parecidas, e Cross desconfia que elas estão vivas, mantidas em cativeiro por um serial killer que age como um colecionador. O antagonista atende pelo pseudônimo de Casanova.

A investigação ganha força quando Cross se une a Kate McTiernan, médica interpretada por Ashley Judd, que escapou do cativeiro e conhece o método do criminoso. A dupla parte em uma caçada que mistura psicologia, ação e tensão crescente.

Estréia nos cinemas e legado

Beijos Que Matam chegou aos cinemas brasileiros em 28 de novembro de 1997, com o título original Kiss the Girls, baseado no primeiro livro da saga literária de James Patterson que originou também a franquia de Alex Cross.

O filme ajudou a consolidar Morgan Freeman como um dos atores definitivos do suspense nos anos 1990, dividindo espaço com seu trabalho em Seven: Os Sete Crimes Capitais no mesmo período.

Em 2001, Freeman reprisou o papel na continuação A Hora do Arrepio. O longa é lembrado como um thriller de catálogo sólido da era pré-streaming, citado com frequência por quem cultiva filmes de serial killer no formato físico.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a dupla Freeman e Judd funciona bem. Ele traz a autoridade de quem já investigou mentes criminosas; ela entrega tensão física e emocional em cenas de cativeiro que não dependem só de sustos.

Outro mérito é a atmosfera policial. Cross não é um herói de ação tradicional, é um perfilador que usa argumento e leitura de comportamento, o que dá ao filme um ritmo mais cerebral do que a média dos suspenses do gênero.

Ponto fraco: o terceiro ato perde a sobriedade que o começo construiu. Reviravoltas convenientemente cronometradas e decisões do antagonista soam mais melodramáticas do que ameaçadoras, e o desfecho aposta em confronto físico num tom que destoa do resto.

Para um filme de policial baseado em best-seller, é competente. Não chega a ser uma obra-prima do suspense, mas cumpre o que promete.

Curiosidades dos bastidores

  • Beijos Que Matam é a primeira adaptação cinematográfica do personagem Alex Cross, criado por James Patterson em 1993 no romance Along Came a Spider.
  • O diretor Gary Fleder foi escalado depois da produção ver seu trabalho no também atmosférico A Qualquer Custo (Things to Do in Denver When You're Dead).
  • A jovem Mena Suvari aparece no início da carreira, em um dos papéis anteriores à consagração em Beleza Americana.

Perguntas frequentes

Beijos Que Matam é baseado em qual livro?

O filme é uma adaptação do romance Kiss the Girls, de James Patterson, publicado em 1995. É a primeira vez que o detetive Alex Cross, criado pelo autor, apareceu em live-action no cinema.

Morgan Freeman e Ashley Judd fizeram outros filmes juntos?

Não em protagonismo duplo. A parceria de Freeman com Judd nesse longa é pontual, mas os dois dividem holofotes em todas as cenas decisivas, com a química sustentando o ritmo de caçada.

Beijos Que Matam tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina dentro do terceiro ato e não inclui cena adicional após os créditos.

Pra quem é este filme:

  • Leitor assíduo de James Patterson ou da saga literária de Alex Cross, curioso para ver a primeira adaptação com Morgan Freeman.
  • Fã de thrillers de serial killer dos anos 1990, com preferência por serial killers apelidados e perfis psicológicos bem construídos.
  • Quem procura filme de suspense com pegada investigativa, em que o protagonista trabalha mais com o cérebro do que com a arma.