Banquete do Amor

Banquete do Amor

14 Drama Romance Duração: 1h 41min

Sobre o que é Banquete do Amor

Em uma pequena comunidade do Oregon, o professor Harry Stevenson (Morgan Freeman) observa, quase como um narrador onisciente, os altos e baixos amorosos dos vizinhos. O filme parte do romance de Charles Baxter para costurar várias histórias paralelas que se entrelaçam pela cidade.

Um homem recém-casado perde a cabeça por uma professora de ioga. Uma jovem viúva tenta reconstruir a vida depois da tragédia. Um casal mais velho enfrenta a rotina e o silêncio. Tudo isso contado com o olhar cansado e meio irônico de Harry, que também carrega suas próprias feridas.

A direção é de Robert Benton, veterano de Kramer vs. Kramer e Amando a Condessa. O resultado é um drama adulto, com cara de romance literário e pouca pressa de acontecer.

Quando estreou e o que aconteceu depois

Banquete do Amor chegou aos cinemas norte-americanos em 28 de setembro de 2007, depois de passar pelo Festival de Toronto. No Brasil, a Europa Filmes cuidou da distribuição em circuito menor, fora do bloco de grandes estreias.

A recepção foi morna: crítica dividida e bilheteria modesta nos Estados Unidos, sem prêmios relevantes. Com o tempo, virou filme de sessão tarde na TV a cabo e, mais recentemente, de catálogo em streaming. É lembrado mais pela presença de Freeman do que pelo título em si.

Hoje, funciona como peça de transição na filmografia de Benton, que vinha de obras mais políticas e migrava para um terreno mais íntimo. O filme envelhece como um retrato honesto, mas sem brilho, sobre adultos tentando amar.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Morgan Freeman conduz a narrativa com a gravidade de sempre e dá ao filme uma estrutura coesa, quase como um audiobook visual. As cenas com o personagem de Greg Kinnear no fundo do poço têm verdade emocional rara em dramas desse porte.

Ponto fraco: O roteiro tenta abraçar muitos casais ao mesmo tempo e acaba entregando cada um pela metade. Algumas tramas parecem rascunho, e a sensação de desfecho vem de forma abrupta demais.

É um filme correto, mas não indispensável. Funciona bem num domingo à tarde com chá e cobertor, menos numa expectativa de sessão marcante.

Curiosidades de bastidores

  • O filme é baseado no romance Feast of Love, de Charles Baxter, publicado em 2000 e finalista do National Book Award nos Estados Unidos.
  • Robert Benton escalou Morgan Freeman depois de admirá-lo em dois projetos anteriores, e o ator recebeu liberdade para improvisar boa parte das falas do narrador.
  • A fotografia aposta deliberadamente em tons dourados e outonais para reforçar a ideia de um Oregon quente, apesar de ser um estado conhecido pelo clima chuvoso.

Perguntas frequentes

Banquete do Amor é baseado em livro?

Sim. O roteiro é uma adaptação do romance Feast of Love (2000), do escritor americano Charles Baxter, finalista do National Book Award.

Banquete do Amor tem cena pós-créditos?

Não. O filme encerra sua narrativa antes dos créditos finais e não tem cenas extras durante ou depois deles.

Banquete do Amor vale a pena assistir?

Vale para quem gosta de dramas adultos e romances literários. Quem prefere ação, suspense ou comédias pode achar o ritmo lento demais.

Pra quem é este filme:

  • Quem curte dramas adultos estilo Um Sonho de Liberdade, com foco em personagem e pouca ação.
  • Leitores de ficção literária americana, especialmente adaptações de Charles Baxter, John Irving e Richard Ford.
  • Fãs de Morgan Freeman em modo narrativo, sem cenário de blockbuster como Seven ou Lucy.