Assó, Adorei o Jongo!

Assó, Adorei o Jongo!

Documentário Duração: 1h 4min

O que é o jongo e por que ele importa

O Assó, Adorei o Jongo! parte de uma provocação que aparece logo no início: a ideia de que o jongo engravidou em Angola, mas nasceu no Brasil.

Dirigido por Katia Lund e Lili Fialho, o documentário acompanha a trajetória dessa manifestação afro-brasileira que nasceu nas fazendas de café do Vale do Paraíba e ganhou novos ares na Serrinha, subúrbio do Rio de Janeiro.

Em pouco mais de uma hora, o filme abre as portas de uma tradição que durante décadas ficou restrita a quem tinha "a cabeça coberta de fios brancos" e mostra como ela foi abraçada por crianças e jovens.

Da Serrinha para o mundo

O documentário foi lançado em 2017, mesmo ano de outros trabalhos do circuito independente brasileiro, como Loucos Dizem Que Somos e Nosso Cinema Nosso.

Desde então, vem sendo usado como ferramenta de divulgação do jongo em escolas, centros culturais e mostras de cinema, reforçando a importância do registro audiovisual de práticas de matriz africana no país.

Para quem se interessa por patrimônio imaterial, o longa funciona como uma espécie de porta de entrada para entender como o jongo sobreviveu à diáspora, à repressão e ao esquecimento.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o olhar afetuoso das diretoras sobre os mestres jongueiros, especialmente figuras como Tia Maria e Pretinho da Serrinha, que conduzem a narrativa com voz própria.

Ponto alto: a forma como o filme mostra a passagem de bastão entre os mais velhos e a juventude da Serrinha, sem cair no tom de denúncia superficial.

Ponto fraco: os 64 minutos de duração deixam personagens relevantes com pouco espaço, e o contexto histórico do Vale do Paraíba poderia ser mais aprofundado.

Ponto fraco: quem busca grandes números de bilheteria ou produção de estúdio vai sentir a vocação de cinema deartesanal do projeto.

Curiosidades de bastidor

  • Katia Lund ficou conhecida por co-dirigir "Cidade de Deus" antes de se dedicar a documentários sobre cultura periférica.
  • O título "Assó, Adorei o Jongo!" vem de uma expressão típica das rodas de jongo, usada como resposta de quem se rende ao ponto.
  • As filmagens aconteceram em parceria com o Ponto de Cultura da Serrinha, espaço de preservação da cultura afro-brasileira no Rio.

Perguntas frequentes

O que é o jongo mostrado no documentário?

É uma manifestação cultural afro-brasileira de dança, música e poesia, surgida nas fazendas de café do Vale do Paraíba, ligada à ancestralidade banto e ao candombe.

O filme está disponível em streaming?

O documentário circulou em mostras, festivais e canais públicos, mas a disponibilidade em plataformas de streaming varia conforme a região e o catálogo atualizado.

Qual a duração do Assó, Adorei o Jongo!?

São 64 minutos de duração, formato enxuto que privilegia o contato direto com os personagens da Serrinha.

Pra quem é este filme:

  • Interessados em cultura popular brasileira e religiões de matriz africana, que colecionam discos de samba de roda e livros de Lélia Gonzalez.
  • Pesquisadores e professores que precisam de material audiovisual sobre patrimônio imaterial para usar em sala de aula.
  • Moradores de comunidades do Rio, frequentadores de rodas de samba e festas de terreiro que querem ver sua história registrada no cinema.

Título original: Jongo Fever

País de origem: USA

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Katia Lund e Lili Fialho

Principais atores: