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Assassinato no Expresso do Oriente

Assassinato no Expresso do Oriente

14 Drama Suspense Policial Duração: 2h 5min

O detetive, o trem e o corpo

Kenneth Branagh dirige e estrela esta adaptação do romance de Agatha Christie como Hercule Poirot, o detetive belga com bigode impecável e obsessão por simetria.

Ele embarca de última hora no lendário Expresso do Oriente, a convite de Bouc (Tom Bateman), diretor da companhia de transporte.

No vagão-restaurante, conhece um grupo variado de passageiros. Um deles, o americano Edward Ratchett (Johnny Depp), insiste em contratá-lo como guarda-costas. Poirot recusa.

Na noite seguinte, o trem descarrilha por causa de uma nevasca e Ratchett aparece morto com múltiplas facadas. Com o serviço suspenso, Bouc pede a Poirot que resolva o caso antes da chegada da polícia local.

Estreia e legado

Chegou aos cinemas brasileiros em 30 de novembro de 2017 pela 20th Century Fox, com fortes expectativas de bilheteria no Natal.

É a primeira adaptação live-action da Christie nos cinemas desde os anos 1970 e custou cerca de 55 milhões de dólares.

Arrecadou mais de 350 milhões no mundo todo, dando origem ao spin-off Morte no Nilo (2022), também com Branagh no papel principal.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte e concorreu ao BAFTA de Figurino. O grande trunfo de divulgação foi a fotografia rodada em 65mm, que devolveu ao filme de mistério um visual clássico de épico ferroviário.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o elenco de luxo é o grande chamariz. Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Derek Jacobi e Daisy Ridley dividem a tela com Branagh, que sustenta o protagonista com humor seco e uma postura física teatral bem controlada.

A direção de arte e a fotografia em 65mm transformam o trem num personagem por si só. Cada vagão parece um cenário de filme de época, e a neve lá fora cria um isolamento claustrofóbico que ajuda o mistério.

Ponto fraco: o ritmo é mais contemplativo do que o espectador acostumado com thrillers pode esperar. As entrevistas com os suspeitos se alongam e o desfecho, fiel ao livro, costuma dividir opiniões justamente por sua natureza moral ambígua.

Bastidores e curiosidades

  • A produção reproduziu o Expresso do Oriente em um estúdio em Longcross, no Reino Unido, com direito a neve artificial e vagões funcionais que se moviam para causar a sensação de balanço real do trem.
  • Parte das cenas externas foi filmada na ferrovia histórica de Darjeeling, na Índia, aproveitando o mesmo material rodado no clássico A Noiva Cadáver em 2004.
  • Foi a primeira adaptação cinematográfica de um romance de Agatha Christie a usar câmeras 65mm desde Alice Através do Espelho, de 1976, decisão que rendeu a indicação ao Oscar de Direção de Arte.

Perguntas frequentes

Assassinato no Expresso do Oriente tem cena pós-créditos? Não. O filme termina de forma definitiva logo após a decisão moral de Poirot, sem teasers extras durante ou depois dos créditos finais.

Assassinato no Expresso do Oriente é fiel ao livro de Agatha Christie? Sim, segue a estrutura principal do romance de 1934, mas com algumas mudanças de contexto social, na idade de Poirot e no elenco de suspeitos para adequar à plateia atual.

Quem matou Ratchett no filme? A resposta é a mesma do livro: todos os passageiros do vagão dormitório são cúmplices, cada um aplicando um golpe no corpo. Poirot descobre o esquema e precisa decidir se entrega todos à polícia ou respeita a decisão do grupo. O mistério central continua o mesmo de Agatha.

Pra quem é este filme:

  • Leitores de Agatha Christie, Sherlock Holmes e whodunits clássicos em geral, que reconhecem a estrutura de "quem matou?" e o ritual dos depoimentos.
  • Fãs de adaptações literárias premiadas e dramas de época com figurino caprichado, estilo A Bela e a Fera e A Fantástica Fábrica de Chocolate.
  • Quem acompanha o trabalho de Johnny Depp em papéis excêntricos, próximo ao tom de Edward Mãos de Tesoura, e quer vê-lo numa caricatura de vilão com sorrisos de hiena.