Veja o trailer do filme As Panteras
As Panteras voltaram (e em versão 2019)
A terceira ida das Panteras ao cinema abandona de vez o tom campanha publicitária dos longas de 2000 e 2003 e assume uma proposta mais pop, colorida e autoconsciente. A Elizabeth Banks dirige, escreve e produz este reboot que troca a trama de vingança pessoal dos McG por uma missão global de defesa de uma tecnologia perigosa.
O motor é simples: três mulheres, múltiplos Bosleys pelo mundo e a voz misteriosa de um Charles Townsend que ninguém nunca viu. Kristen Stewart é a sabatina e desajeitada Sabina, Naomi Scott é a brilhante programadora Elena e Ella Balinska a agente de campo Jane. O trio passa a maior parte do tempo se testando antes de virar time de verdade.
Estreia, números e o peso de uma franquia
As Panteras chegou aos cinemas brasileiros em 13 de novembro de 2019, quase vinte anos depois do filme original de McG e dezesseis anos depois da sequência. O contexto era curioso: Hollywood apostava em reboots nostálgicos o tempo todo, mas franqucias com trio feminino eram raras nas telonas.
A bilheteria mundial girou em torno de 73 milhões de dólares, bem abaixo do esperado pela Sony, que precisava de algo perto de 200 milhões só para empatar o investimento com marketing. A recepção da crítica foi morna: 52% no Rotten Tomatoes e 49 no Metacritic, com elogios ao elenco e à estética e críticas ao roteiro irregular.
Apesar dos números, o filme virou cult rápido no streaming, especialmente por causa de certas sequências de ação e da trilha sonora com Dua Lipa, Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey. Don’t Call Me Angel, o single principal, voltou a circular em playlists nostálgicas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o trio central tem química imediata. Stewart rouba cada cena em que aparece com sua Sabina debochada, Balinska convence nas lutas e Scott entrega o contraponto dramático que o roteiro pedia. A direção de arte é outro destaque: cores neon, figurinos chamativos e uma trilha sonora pop que se torna personagem à parte.
Ponto fraco: o roteiro de Banks atropela o próprio mistério. A revelação do vilão e do dispositivo tecnológico central é tratada com pressa, como se o estúdio tivesse cortando explicações no meio. O humor oscila entre o pastelão eficiente e piadas que caem em vão, especialmente no segundo ato, quando a trama técnica tenta ganhar peso dramático e não convence.
O resultado é entretenimento de aventura descompromissado, mais bem resolvido nos momentos de ação e nas piadas metalinguísticas sobre a própria franquia.
- O filme original de 2000 dirigido por McG é citado várias vezes no roteiro, com participações de cameos que viraram destaque na imprensa.
- Patrick Stewart e Djimon Hounsou interpretam Bosleys, ampliando a ideia de que a operação tem vários líderes pelo mundo.
- As filmagens passaram por Berlim, Istambul, Hamburgo e Monterey, ampliando a sensação de missão global que o roteiro propõe.
As Panteras (2019) é uma sequência ou um reboot?
É um reboot. A história ignora os eventos dos filmes de 2000 e 2003 e apresenta um novo trio, embora faça várias referências e cames aos longas anteriores.
Qual é a classificação etária no Brasil?
O longa recebeu classificação de 14 anos por causa das cenas de luta, arma e conteúdo sexual leve.
Tem cena pós-créditos?
Sim, há um pequeno teaser com a música Don’t Call Me Angel tocando sobre novas imagens, mas sem sequência narrativa relevante para um possível futuro filme.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ação estilizada ao estilo anos 2000, que cresceram vendo os filmes de McG e Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu.
- Quem curte comédia de ação com pegada pop, humor pastelão e referências a moda e cultura pop, sem esperar roteiro complexo.
- Admiradores do trabalho de Kristen Stewart pós-Crepúsculo, interessados em ver a atriz em registro cômico e mais leve, bem diferente de Donnie Darko.
Título original: Charlie's Angels
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 13/11/2019
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: McG, Elizabeth Banks
Principais atores: