Veja o trailer do filme As Loucuras de Dick e Jane
As Loucuras de Dick e Jane
O casal endividado que vira ladrão
Em As Loucuras de Dick e Jane, acompanhamos Dick e Jane Harper, um casal aparentemente comum que vive confortavelmente em um subúrbio americano. Dick trabalha em uma corporação e Jane é a típica esposa que cuida da casa, do jardim impecável e do filho.
Até que, de uma hora para outra, Dick é demitido. A empresa vinha mentindo sobre a saúde financeira havia meses. Sem renda, sem aviso prévio decente e com as dívidas correndo, a vida de fachada começa a ruir.
Para manter a casa, o carro e o status, eles decidem entrar para o mundo do crime. Assaltos, fraudes e golpes cada vez mais mirabolantes viram rotina, sempre embalados pelo estilo físico de Jim Carrey e pela parceria ácida com Téa Leoni.
Estreia, legado e contexto
As Loucuras de Dick e Jane chegou aos cinemas brasileiros em 20 de janeiro de 2006, uma semana após a estreia nos Estados Unidos, em dezembro de 2005.
É um remake da comédia homônima de 1977, que por sua vez era baseada em um livro infantil. A versão 2005 atualiza a premissa para o contexto pós-bolha das empresas de tecnologia, com sátira direta às fraudes corporativas que marcaram a época.
Foi um sucesso razoável de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 200 milhões no mundo. Não ganhou nenhum prêmio relevante, mas consolidou o estilo de Jim Carrey na sátira social, lado a lado com obras como O Show de Truman.
Hoje é lembrado como uma comédia pipoca de domingo à tarde, datada mas ainda funcional para quem curte o humor físico do início dos anos 2000.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Jim Carrey em sua melhor fase de comédia física, com direito a caretas memoráveis, seqüência de assaltos muito bem coreografada e um timing cômico afiado. O elenco de apoio brilha, com destaque para Alec Baldwin como o CEO canalha.
Ponto fraco: O roteiro acerta em cheio no humor ácido, mas escorrega em piadas apelativas e em um terceiro ato corrido. O tom oscila entre crítica social afiada e pastelão gratuito, e quem procura só uma das duas coisas pode se frustrar.
No saldo geral, é uma comédia honesta, datada no melhor sentido, que diverte sem pretensão.
Curiosidades dos bastidores
- O filme é um remake da comédia de 1977 com mesmo nome, que tinha Jane Fonda e George Segal no elenco original.
- A direção ficou com Dean Parisot, que vinha do cult Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
- Jim Carrey fez várias das próprias cenas de risco na seqüência de assaltos, sem usar dublê.
Perguntas frequentes
As Loucuras de Dick e Jane vale a pena?
Vale, principalmente para quem curte comédia física e humor ácido sobre o universo corporativo. Não é nenhum clássico, mas cumpre bem o papel de sessão de domingo.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma convencional antes dos créditos, sem nenhuma cena extra.
Qual a classificação indicativa?
O longa é classificado como não recomendado para menores de 12 anos, por conta de algumas cenas de sexo implícito e humor ácido.
Jim Carrey e Téa Leoni têm química?
Sim, a parceria entre os dois é um dos pontos altos do filme. Eles funcionam bem juntos tanto nas cenas dramáticas quanto nas cômicas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de humor físico e comédia pastelão com viés de crítica social
- Quem curte Jim Carrey em modo cômico puro, tipo O Máskara e O Mentiroso
- Interessados em sátira ao capitalismo corporativo dos anos 2000
Título original: Fun With Dick and Jane
País de origem: EUA
Data do lançamento: 20/01/2006
Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Diretor: Dean Parisot
Principais atores: