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O mentiroso

O mentiroso

Livre Comédia Fantasia Duração: 1h 26min

O Mentiroso: a comédia em que Jim Carrey não pode contar uma só mentira

Fletcher Reede é o tipo de advogado que mente como respira. Bonito, bem-sucedido e despreocupado com a verdade, ele só lembra que tem um filho quando o casamento já acabou e a ex-mulher marca a festa de aniversário de Max com a melhor amiga do pai.

Quando o garoto sopra as velas e deseja que o pai seja obrigado a dizer a verdade por um dia inteiro, o impossível acontece: Fletcher vira prisioneiro da própria honestidade. Em um mundo onde mentir é profissão, falar a verdade vira um desastre cômico de proporções épicas.

Dirigido por Tom Shadyac e escrito por Paul Guay e Stephen Mazur, O Mentiroso mistura comédia pastelão com um quê de fantasia urbana, estilo que também marcou outros longas do astro, como O Máskara e O Show de Truman.

Estréia, legado e onde o filme se encaixa hoje

Lançado em 1997 nos Estados Unidos e 1998 no Brasil, o longa entrou para a lista de comédias familiares que atravessaram gerações. Não levou Oscar nem Cannes, mas consolidou a dupla Jim Carrey e Tom Shadyac, que voltaria a trabalhar junta no sucesso Patch Adams: O amor é contagioso.

Hoje, é lembrado como um clássico cult da comédia dos anos 90, citado sempre que se fala de humor físico exagerado. Aparece em rankings de melhores filmes de Carrey ao lado de títulos como Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e A Volta do Todo Poderoso.

A presença de Maura Tierney, então em ascensão na TV, e de Cary Elwes completam um elenco com cara de blockbuster de estúdio, emulando a pegada de Kick-Ass 2 e outras comédias de herói improvável da mesma época.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Jim Carrey em modo insano. O ator usa e abusa de caretas, contorções e mímica corporal, com destaque para a sequência em que precisa morder a própria língua e ainda assim fugir da verdade no tribunal. A direção de Shadyac imprime ritmo ágil.

Ponto fraco: o roteiro aposta no formato de小品 com viradas óbvias e moral final açucarado. Quem não cresceu nos anos 90 pode achar o humor datado e a piada com a língua amarrada grosseira demais para o gosto contemporâneo.

Vale como sessão nostálgica em família, não como descoberta obrigatória.

Curiosidades de bastidores

  • Tom Shadyac e Jim Carrey se conheceram bem nesse longa: a parceria rendeu Patch Adams no ano seguinte, em 1998.
  • A famosa cena em que Fletcher tem a língua amarrada no tribunal foi improvisada em parte por Carrey, e a equipe de objetos precisou de vários dublês de língua.
  • O roteiro original tinha um final alternativo, mais sombrio, em que Fletcher perdia o caso e o emprego. Foi descartado em favor do desfecho feliz tradicional de comédia familiar.

Perguntas frequentes sobre O Mentiroso

O Mentiroso tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a resolução familiar e os créditos rolam em sequência normal, sem teasers extras.

O Mentiroso é baseado em alguma história real?

Não. É uma comédia de ficção com premissa original escrita por Paul Guay e Stephen Mazur, que depois assinariam o roteiro de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.

O Mentiroso vale a pena em 2025?

Vale para uma sessão nostálgica ou em família com crianças a partir de 8 anos, graças à classificação livre. O humor pastelão segue eficaz, mas pode parecer datado para quem não tem ligação afetiva com a carreira de Jim Carrey.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Jim Carrey que colecionam DVDs e revêem O Máskara e Patch Adams todo ano.
  • Quem curte comédia pastelão dos anos 90 com fantasia leve, tipo A Volta do Todo Poderoso.
  • Pais que procuram uma comédia livre para assistir com filhos pré-adolescentes em uma noite de pipoca.