As Cores Do Tempo

As Cores Do Tempo

14 Comédia Drama Duração: 2h 4min

Sobre o que é As Cores do Tempo

Quatro primos que mal se conhecem recebem a mesma herança: uma casa fechada desde 1940, parada no tempo como uma cápsula.

Quando decidem abri-la juntos, encontram cartas, objetos e vestígios de Adèle, uma jovem de 20 anos que morou ali em 1895 antes de partir rumo a Paris. O que começa como inventário vira arqueologia afetiva, e o passado de Adèle começa a se entrelaçar com os conflitos pessoais de cada primo em 2025.

O novo filme As Cores do Tempo é uma drama com pitada de comédia assinada por Cédric Klapisch, diretor de Albergue Espanhol e Éden.

Estreia e legado do diretor

As Cores do Tempo chega aos cinemas brasileiros em 29 de julho de 2026, com distribuição da Imovision. A expectativa é de carreira discreta mas constante nas salas, mirando o público fiel do cinema de autor europeu.

Klapisch é conhecido por filmes que atravessam fronteiras geográficas e geracionais, de Albergue Espanhol a A Lei da Selva. Com este novo trabalho, ele assume um tom mais introspectivo, quase um bildungsroman duplo: o de Adèle no século XIX e o dos primos nos dias de hoje.

Produzido entre França e Bélgica, o filme dialoga com a tradição do drama francês de costumes, mas repaginado com questões contemporâneas sobre família, herança e identidade.

Vale o ingresso?

Ponto alto: A direção de Klapisch conduz as duas linhas temporais com fluidez rara. As cenas do século XIX têm textura, silêncio e uma melancolia que combina muito bem com o elenco jovem, em especial Suzanne Lindon como Adèle.

Ponto alto: O roteiro costura passado e presente sem forçar paralelos óbvios, deixando o espectador montar as conexões.

Ponto fraco: O ritmo é contemplativo. Quem espera o pique de comédia europeia estilo Klapisch dos anos 2000 pode estranhar a cadência mais pausada e o tom mais grave do segundo ato.

Curiosidades dos bastidores

  • O título original, La Venue de L'Avenir, faz trocadilho em francês entre "a vinda do futuro" e "a rua do futuro", referência direta a uma via parisiense ligada à Belle Époque.
  • Klapisch escreveu o roteiro durante a pandemia, período em que muitas famílias se reencontraram em casas de campo fechadas há anos — situação que inspirou a premissa dos quatro primos.
  • A produção reconstruiu a casa de campo e os cenários parisienses de 1895 com base em fotos reais do fotógrafo Eugène Atget, referência obrigatória da Paris pré-Haussmann.

Perguntas frequentes

As Cores do Tempo é baseado em livro?

Não. É um roteiro original de Cédric Klapisch, embora dialogue com a tradição de romances franceses sobre herança e memória familiar.

Qual é a classificação indicativa?

O filme tem classificação 14 anos no Brasil, por lidar com temas adultos como morte, luto e conflitos familiares.

Quando estreia As Cores do Tempo no Brasil?

A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 29 de julho de 2026, com distribuição da Imovision.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama francês contemporâneo, especialmente obras que cruzam épocas e exploram memória familiar
  • Leitores de romances históricos como os de Erik Orsenna ou Patrick Modiano, interessados em narrativas sobre Paris finissecular
  • Quem acompanha o trabalho de Cédric Klapisch desde Albergue Espanhol e quer ver o diretor em fase mais madura

Título original: La Venue De L'avenir

País de origem: França, Bélgica

Data do lançamento: 29/07/2026

Distribuidora: Imovision

Diretor: Cédric Klapisch

Principais atores: