Veja o trailer do filme As Cores da Violência
Sobre o que é As Cores da Violência
Los Angeles, final dos anos 1980. A cidade vive sob a guerra silenciosa entre duas gangues rivais: os Crips, de azul, e os Bloods, de vermelho. É nesse cenário que o novato Danny McGavin (Sean Penn) é designado para a divisão C.R.A.S.H. da polícia de Los Angeles.
Lá ele encontra o parceiro com quem vai dividir a ronda: Bob Hodges (Robert Duvall), um veterano cansado, experiente demais para acreditar em soluções fáceis. Os dois têm estilos opostos de polícia e de vida, mas precisam aprender a trabalhar juntos para sobreviver ao plantão.
O longa mostra o trabalho de campo dessa unidade especial, que tem cerca de 250 homens para vigiar 70 mil membros de gangues espalhados pela metrópole. Dirigido por Dennis Hopper, o filme mistura ação, policial e um olhar quase documental sobre uma cidade à beira do colapso social.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Colors chegou aos cinemas americanos em 1988 e se tornou um retrato cru da Los Angeles pré-levantes de 1992. Naquela época, o conflito entre gangues era uma das principais pautas do noticiário local, e o filme soube transformar essa realidade em narrativa de ação urbana.
O longa fez Dennis Hopper circular novamente pelo mainstream após os anos de Sem Destino (Easy Rider) e Apocalypse Now, e rendeu a Robert Duvall uma das interpretações mais subestimadas de sua carreira. Hoje ele é lembrado como um clássico cult do cinema policial dos anos 80 e como o filme que apresentou Don Cheadle ao grande público.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a dupla central. Sean Penn entrega intensidade bruta como o novato impetuoso, enquanto Robert Duvall funciona como contraponto sereno, cansado e cheio de camadas. Os dois ocupam a tela de forma magnética.
A direção de Dennis Hopper também merece destaque. Ele filma Los Angeles com uma luz crua, suja, quase documental, que dá peso real a cada cena de rua.
Ponto fraco: o roteiro. O filme aposta em convenções do buddy cop e não aprofunda o dilema moral da polícia como instituição. A trama pessoal de Danny também fica em segundo plano, mais esboçada do que desenvolvida.
No fim, é um filme honesto sobre um período específico da história americana, mais competente do que genial.
Curiosidades de bastidores
- Este foi o primeiro papel de destaque de Don Cheadle no cinema, quatro anos antes de Malcolm X.
- Dennis Hopper dirigiu o filme com base em histórias reais vividas por policiais da C.R.A.S.H., inclusive consultando agentes de verdade.
- A trilha sonora é marcada por rap e hip hop da época, incluindo faixas de Ice-T, que ajudou a moldar o som do filme.
Perguntas frequentes
As Cores da Violência é baseado em fatos reais?
O filme se inspira no trabalho real da divisão C.R.A.S.H. da polícia de Los Angeles e no contexto histórico da guerra entre Crips e Bloods no final dos anos 80, mas a trama dos personagens é ficcional.
Quem dirige As Cores da Violência?
A direção é de Dennis Hopper, ator e diretor conhecido por Sem Destino (Easy Rider) e Apocalypse Now.
As Cores da Violência tem cena pós-créditos?
Não. O filme encerra sua narrativa antes dos créditos finais, sem cena extra ou teaser depois deles.
Pra quem é este filme:
- Fãs de policial oitentista que curtem tramas de rua e parcerias entre policiais de estilos opostos.
- Quem gosta de retratar Los Angeles dos anos 80 e a realidade das gangues Crips e Bloods com olhar de época.
- Admiradores do trabalho de Robert Duvall e Sean Penn em papéis de confronto geracional dentro da mesma farda.