Veja o trailer do filme Arthur e a Vingança de Maltazard
Arthur e a Vingança de Maltazard: a continuação que encolhe de novo
Quatro anos depois do primeiro filme, Arthur e a Vingança de Maltazard traz de volta o menino que conversa com formigas, desta vez trocando o trabalho de proteger fazendeiros por uma ameaça bem maior: um vilão que quer ficar gigante.
A premissa é direta. Maltazard, o diabólico inimigo dos Minimoys, escapa de seu exílio e começa a duplicar de tamanho. Para enfrentá-lo, o jovem Arthur precisa passar outra vez pelo ritual de miniaturização e voltar ao jardim do avô, agora em escala ainda menor.
O longa mistura cenas live-action com computação gráfica em 3D, mantém a estética caprichada da animação europeia e empilha batalhas contra insetos, sementes e criaturas que não seguem as regras do mundo humano.
É uma aventura infantil com cara de livro ilustrado, ritmo ágil e aquela lógica interna em que tudo cabe na palma da mão de uma criança.
Estreia, legado e memória cultural
Lançado na França em 2009, o filme chegou ao Brasil em 8 de janeiro de 2010, distribuído pela Paris Filmes. Foi a segunda parte de uma trilogia iniciada com Arthur e os Minimoys (2006) e fechada com Arthur 3: O Guerra dos Dois Mundos (2010).
No original, o longa arrecadou cerca de 70 milhões de dólares no mundo, com bilheteria sólida na Europa mas performance mais tímida nos Estados Unidos. Não levou prêmios de peso em festivais, mas consolidou Luc Besson como um dos diretores franceses com mais facilidade para mesclar cinema familiar e fantasia visual.
Hoje o título é lembrado como uma franquia de transição entre o público que cresceu com a animação europeia dos anos 2000 e uma nova geração criada em games mobile. Para o fã da saga, é o capítulo em que o vilão finalmente mostra a que veio.
Vale o ingresso? A opinião do Filmes no Cinema
Ponto alto: a direção de arte segue caprichada. Os cenários do mundo Minimoy, com cogumelos do tamanho de casas e gotas d'água transformadas em oceanos, continuam sendo o grande chamariz da franquia. O duelo final tem escala de blockbuster em miniatura.
Ponto fraco: o roteiro não evolui tanto quanto a animação. A história repete a fórmula de busca do primeiro longa, resolve conflitos com muita conveniência e entrega um vilão cujo visual é mais marcante que suas motivações.
É o tipo de sessão que funciona como programa de fim de semana em família, mais do que como evento cinematográfico.
Curiosidades dos bastidores
- Luc Besson coescreveu o roteiro e cuidou pessoalmente da direção de arte, chegando a refazer storyboards inteiros para deixar os cenários Minimoy mais imersivos.
- O vilão Maltazard foi redesenhado do zero para esta sequência, com proporções e sombras pensadas para parecer ainda mais ameaçador perto de Arthur e Selenia.
- As filmagens em live-action aconteceram em estúdios de Paris, enquanto a captura de referência para a animação foi feita com dubladores europeus, o que explica o sotaque francês do elenco Minimoy.
Perguntas frequentes sobre o filme
Arthur e a Vingança de Maltazard tem cena pós-créditos? Não. O filme termina em cima do desfecho da batalha e não reserva nenhuma cena extra depois dos créditos.
É preciso ter visto o primeiro filme para entender? Ajuda bastante. A trama retoma a relação de Arthur com os Minimoys e a princesa Selenia, então entrar direto por aqui pode confundir crianças menores.
O longa é indicado para qual faixa etária? A classificação indicativa no Brasil é livre, mas o ritmo, a presença de vilões assustadores e os temas de guerra em miniatura pedem supervisão para crianças abaixo de 6 anos.
Pra quem é este filme:
- Fãs da trilogia Arthur e os Minimoys que cresceram com o DVD do primeiro filme e querem revisitar o universo.
- Crianças entre 6 e 10 anos que curtem animações com vilões exagerados, jardins mágicos e jornadas de resgate.
- Quem curte o cinema visual de Luc Besson e quer entender como o diretor equilibra ação, fantasia e humor antes de obras adultas como Lucy e Valerian e a Cidade dos Mil Planetas.
Título original: Arthur et la vengeance de Maltazard
País de origem: França
Data do lançamento: 08/01/2010
Distribuidora: Paris Filmes
Diretor: Luc Besson
Principais atores: