Veja o trailer do filme Arizona Nunca Mais
Sobre o que é Arizona Nunca Mais
H.I. McDunnough (Nicolas Cage) é um ladrão de lojas de conveniência que coleciona fichas na polícia, e justamente numa dessas idas à delegacia conhece Edwina, a fotógrafa (Holly Hunter) por quem se apaixona.
Casados e instalados na vida a dois, eles esbarram no obstáculo que nenhum dos dois esperava: ela não consegue engravidar. A adoção formal está fora de cogitação, e é aí que o roteiro dos irmãos Coen e Joel e Ethan decide chutar o balde.
Um surto de fertilidade no Estado do Arizona traz ao mundo os quíntuplos do momento. O plano é simples na cabeça do casal: sequestrar um dos bebês, sumir do mapa e virar família. A execução, claro, é outra história.
De onde veio e por que ainda importa
Lançado em 1987 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil pela Fox Film, Arizona Nunca Mais era apenas o segundo longa dos Coen, e já exibia a assinatura visual e narrativa que eles levariam para clássicos posteriores como O Grande Lebowski.
O roteiro enxuto, os diálogos cortados a bisturi e o domínio do absurdo como ferramenta dramática consolidaram o estilo da dupla. A cinematografia de Barry Sonnenfeld, antes de virar diretor, ajudou a moldar a estética meio cartoon, meio realista que ainda hoje influencia o cinema de humor autoral.
Quase quatro décadas depois, o filme segue listado em rankings de melhores comédias já feitas, com sessões lotadas em mostras retrospectivas e uma legião de fãs que reconhece cada fala. É peça obrigatória para quem quer entender a filmografia dos Coen antes de chegar nas obras mais celebradas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Cage e Hunter, completamente improvável e perfeita, com Holly Hunter carregando a maior parte do filme no olhar e nos silêncios. A direção dos Coen transforma uma premissa boba em comentário ácido sobre família, classe e a América profunda.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega um pouco na correria, com reviravoltas que se acumulam e tiram espaço para os personagens respirarem. Quem não tolera humor nonsense pode achar o ritmo barulhento demais.
Curiosidades de bastidor
- Foi o segundo filme escrito e dirigido pela dupla Joel Coen e Ethan Coen, logo após Sangue Fácil (1984), e o primeiro a contar com o compositor Carter Burwell na trilha, parceria que duraria décadas.
- O diretor de fotografia Barry Sonnenfeld, que depois emplacaria franquias como A Família Addams, estreou aqui a parceria visual que definiria a cara do cinema dos Coen nos anos 80.
- Nicolas Cage se inspirou em um bêbado real que ele e o pai observaram em um bar para construir o jeito de falar atropelado de H.I., conferindo autenticidade ao sotaque e à fala frenética.
Perguntas frequentes sobre Arizona Nunca Mais
Arizona Nunca Mais é um filme dos Irmãos Coen?
Sim. Foi escrito e dirigido por Joel Coen e Ethan Coen, marcando a consolidação da estética nonsense e dos enquadramentos tortos que se tornariam marca registrada da dupla.
Qual é a classificação indicativa no Brasil?
O filme é classificado para 12 anos, devido ao humor ácido, cenas de tensão e referências a armas, sem violência gráfica pesada.
Arizona Nunca Mais tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem teaser extra nem gag escondida após a última cena, ao contrário de muitas aventuras modernas de super-herói.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia autoral e nonsense que adoram os Coen, Wes Anderson e o humor de irmãos Farrelly.
- Cinéfilos de carteirinha que colecionam clássicos cults dos anos 1980 e têm pôster de O Grande Lebowski na parede.
- Quem curte elenco de prestígio em papéis excêntricos, estilo Nicolas Cage fase anos 90, e acompanha a carreira de Frances McDormand e John Goodman.
Título original: Raising Arizona
País de origem: EUA
Data do lançamento: 26/03/1987
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: Joel Coen, Ethan Coen
Principais atores: