Veja o trailer do filme Ano Um
Do Éden para a estrada
Zed e Oh são dois amigos da era pré-histórica. O primeiro é caçador impulsivo; o segundo, um coletor de frutas tímio e desajeitado. Quando Zed resolve comer o fruto da árvore da sabedoria, os dois são banidos da tribo e jogados para o desconhecido.
É nesse ponto que Ano Um vira uma road movie bíblica. A dupla atravessa cenários do Antigo Testamento, tropeça em Caim, Adão, Abraão e Isaac, e acaba desembarcando em Sodoma, onde descobre que as mulheres que amam viraram escravas.
O Harold Ramis dirige com a mão de quem já fez história na comédia americana, e coloca Jack Black e Michael Cera para contracenar como uma dupla pastelão à moda antiga.
De 2009 para cá
Ano Um chegou aos cinemas brasileiros em 31 de outubro de 2009, em meio a uma leva de comédias de verão hollywoodianas adaptadas para o calendário internacional. A produção é da Columbia/Sony, com orçamento estimado em US$ 100 milhões.
Foi um dos últimos longas de Harold Ramis como diretor, que faleceu em 2014. O filme não emplacou nas bilheterias e foi massacrado pela crítica especializada, mas encontrou sobrevida em locações, TV e streaming.
Hoje é lembrado mais como curiosidade curiosamente datada do que como clássico cult, apesar do elenco envolvido e das participações escondidas que viraram meme entre fãs.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco de apoio está divertidíssimo. Hank Azaria interpreta múltiplos personagens bíblicos e rouba todas as cenas em que aparece. As piadas visuais funcionam bem no primeiro terço do filme, com a dupla Jack Black e Michael Cera aproveitando bem o contraste de energia.
Ponto fraco: o roteiro perde fôlego rápido. A viagem por Sodoma alonga demais a história, várias piadas não fecham e o tom oscila entre escatologia e nonsense sem achar um meio-termo. O terceiro ato é desastroso do ponto de vista narrativo.
Funciona melhor como sessão caseira do que como programa de cinema. Tem potencial de reprise na TV e alguma graça se você curte o humor de Superbad - É Hoje ou os rompanches de Feitiço do Tempo.
Curiosidades de bastidores
- O roteiro original foi escrito por Harold Ramis, Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg, que depois emplacaram a série The Office.
- Bill Hader e Olivia Wilde aparecem em participações curtas que ficaram famosas em compilados na internet.
- A produção alterou o final original após testes com público, que reclamaram do tom final.
Perguntas frequentes
Ano Um é baseado em fatos bíblicos?
Não. O longa usa personagens e cenários do Antigo Testamento, como Adão, Caim, Abraão, Isaac e Sodoma, mas como pano de fundo para uma comédia ficcional e totalmente descompromissada com o texto original.
Ano Um tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam sem gancho extra, então dá para sair do cinema sem medo de perder conteúdo.
Qual a classificação indicativa de Ano Um?
Nos cinemas brasileiros, o filme recebeu classificação de 12 anos, por causa de humor sexual, violência estilizada e linguagem inapropriada para públicos mais novos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia pastelão dos anos 2000 que cresceram assistindo Jack Black e Michael Cera em sessões pipoca.
- Curiosos por releituras cômicas de narrativas bíblicas, dispostos a perdoar piadas de gosto duvidoso.
- Quem gosta de aventura leve, em que o que importa é o elenco e não a consistência do enredo.
Título original: Year One
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/10/2009
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Harold Ramis
Principais atores: