Veja o trailer do filme Anjos e Demônios

Anjos e Demônios

Anjos e Demônios

O que é Anjos e Demônios

O filme Angels & Demons (2009) adapta o primeiro romance da saga literária de Robert Langdon escrita por Dan Brown, mesmo autor de O Código Da Vinci.

Dirigido por Ron Howard, o longa estrela Tom Hanks como o professor de simbologia de Harvard que, pouco tempo depois de decifrar o mistério Da Vinci, é convocado a Roma pelo Vaticano.

A missão: descobrir o paradeiro de quatro cardeais sequestrados e impedir que a sociedade secreta dos Illuminati destrua a Cidade Santa com uma bomba de antimatéria. A premissa funciona como um prólogo cinematográfico da franquia Langdon, lançada nas telonas antes do segundo livro.

Estreia e legado

Anjos e Demônios chegou aos cinemas brasileiros em 15 de maio de 2009, distribuído pela Sony Pictures, dois anos depois de O Código Da Vinci e antes de Inferno (2016).

Foi também o primeiro longa a utilizar a tecnologia de captura para reconstrução digital de ambientes sagrados. A equipe recriou a Basílica de São Pedro e os corredores do Vaticano com permissão especial da Igreja Católica, o que rendeu uma reconstituição criteriosa (mas polêmica entre historiadores).

A bilheteria mundial passou dos 485 milhões de dólares, o suficiente para consolidar Tom Hanks como o professor de simbologia mais famoso do cinema. Ganhou o Oscar técnico de Cinematografia? Não. Mas emplacou duas indicações no ASCAP Film Music Awards e figurou entre os maiores sucessos do verão americano de 2009.

Hoje é lembrado como um thriller religioso pipoca, perfeito para quem quer revisitar a mitologia dos Illuminati sem ler 600 páginas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de arte de Allan Cameron transforma Roma num labirinto de catedrais, criptas e praças, com a câmera de Salvatore Totino capturando cada afresco como se fosse uma pintura renascentista em movimento.

A parceria entre Tom Hanks e Ewan McGregor (no papel do camerlengo Patrick McKenna) funciona bem, equilibrando o racional com o espiritual sem cair no sermão.

Ponto fraco: o roteiro de David Koepp e Akiva Goldsman acelera demais a trama, mastigando as pistas e empurrando o espectador pelos cenários de Roma em vez de deixá-lo decifrar junto com Langdon.

Quem já leu o livro percebe que várias camadas históricas foram simplificadas para caber em 140 minutos.

Curiosidades

  • O filme teve autorização rara do Vaticano para filmar internamente, mas a Igreja depois publicou uma nota oficial criticando a visão dos católicos na trama.
  • A famosa cena do Vaticano foi, na verdade, gravada nos estúdios de Los Angeles. A Basílica real foi recriada digitalmente, pixel por pixel, com base em 6.000 fotos e plantas arquitetônicas.
  • Stellan Skarsgård interpreta o comandante Richter quase irreconhecível, sob camadas de maquiagem protética que chegavam a cinco horas de produção diária.

Perguntas frequentes

Anjos e Demônios tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a resolução do mistério e os créditos sobem logo em seguida, sem teasers extras.

Preciso ter visto O Código Da Vinci antes de assistir?

Não. Anjos e Demônios se passa antes dos eventos do filme de 2006, então funciona como ponto de entrada independente para a franquia.

Quem é o diretor de Anjos e Demônios?

Ron Howard, mesmo diretor de O Código Da Vinci, Uma Mente Brilhante e Apollo 13. Para fãs de suspense histórico, vale cruzar a filmografia dele com títulos como Gênio indomável e Quero Ser Grande.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de thrillers religiosos e de conspirações históricas, do tipo que leu Dan Brown inteiro e coleciona edições comentadas de O Código Da Vinci.
  • Apreciadores de mistérios com símbolos, cifras e sociedades secretas, que adoram pausar o filme para pesquisar Illuminati, Opus Dei e a história dos papas.
  • Turistas de sofá que sonham em visitar Roma, Vaticano e Basílica de São Pedro e usam filmes como guia de viagem cinematográfica.