Veja o trailer do filme Alien: Covenant

Alien: Covenant

Sobre o que é Alien: Covenant

Em 2104, a nave colonizadora Covenant viaja rumo a Origae-6 com 17 tripulantes em animação suspensa. Um acidente cósmico acorda a tripulação mais cedo do que o previsto, e o capitão original morre no incidente.

No controle da missão, o andróide Walter (Michael Fassbender) ajuda o novo comandante a decidir o próximo passo. O destino inicial é trocado por um planeta desconhecido, aparentemente perfeito para vida humana.

O que parece uma bênção logo vira uma armadilha biológica, com formas de vida hostis e a presença sinistra de David, outro sintético da mesma linhagem de Walter. O longa é ficção científica com peso de terror corporal, assinada por Ridley Scott.

Estreia e legado

Alien: Covenant chegou aos cinemas brasileiros em 11 de maio de 2017, distribuído pela 20th Century Fox. É a sequência direta de Prometheus (2012) e funciona como ponte narrativa para o clássico Alien - O Oitavo Passageiro (1978).

O longa faturou cerca de 240 milhões de dólares no mundo, abaixo da expectativa da Fox, mas dividiu opiniões entre crítica e público. Recebeu indicações técnicas em premiações como o Saturn Award, celebradas por efeitos visuais e design de produção.

Hoje, é lembrado como o capítulo que recolocou a franquia no caminho do horror visceral, mesmo sacrificando parte das perguntas filosóficas que Prometheus havia levantado. Continua sendo relido por fãs que discutem o papel de David na mitologia do xenomorfo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o desempenho duplo de Michael Fassbender como Walter e David rouba o filme, com uma coreografia de gestos quase idêntica que vira metáfora visual. O design de produção também é impecável.

As cenas de gore com os neomorfos e o xenomorfo clássico entregam o horror que a franquia promete, com fotografia escura e som imersivo que funciona bem na sala escura do cinema.

Ponto fraco: o roteiro pisa no freio nas questões existenciais que faziam de Prometheus um capítulo instigante. Alguns personagens tomam decisões funcionalmente burras, do tipo usado para justificar a próxima morte.

Há ainda um certo suspense preguiçoso em certos atos, com sustos previsíveis que reduzem o impacto do terror. Ainda diverte, mas deixa a sensação de que Scott tinha um filme ainda maior no forno.

Curiosidades dos bastidores

  • Para diferenciar David e Walter, Michael Fassbender estudou vídeos de orangotangos e adotou um leve sotaque irlandês para David, deixando Walter com fala mais neutra e americana.
  • As cenas com o planeta foram gravadas em Milford Sound, na Nova Zelândia, mesmo local usado nas filmagens de O Pequeno Príncipe (2015) e de várias produções de fantasia.
  • Uma das mortes do filme foi cortada para evitar a classificação indicativa de 18 anos, mantendo o longa no selo 16 anos na maioria dos mercados.

Perguntas frequentes

Alien: Covenant é continuação de Prometheus?

Sim. O filme se passa cerca de dez anos depois dos eventos de Prometheus (2012) e responde várias perguntas deixadas por aquela produção, além de se conectar com a cronologia de Alien - O Oitavo Passageiro (1978).

Preciso ter visto Prometheus para entender?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante. Sem o contexto de Prometheus, a presença de David perde impacto e a mitologia dos Engenheiros fica confusa para o espectador casual.

Alien: Covenant tem cena pós-créditos?

Não. A produção não traz cena adicional após os créditos finais, embora existam diversas versões estendidas e materiais de bastidores liberados oficialmente.

Pra quem é este filme:

  • Fãs da franquia Alien e do terror sci-fi em sua forma mais crua, dispostos a debater o significado de David e da criação.
  • Quem gosta de ficção científica com atmosfera, trilhas industriais e o peso claustrofóbico de uma nave-colônia à deriva no espaço profundo.
  • Admiradores do trabalho de Ridley Scott, especialmente quem curte o cruzamento entre horror corporal e reflexão sobre inteligência artificial, marca também de Blade Runner - O Caçador de Andróides.