Veja o trailer do filme O Pequeno Príncipe
O que é O Pequeno Príncipe
Em O Pequeno Príncipe, a animação de 2015 dirigida por Mark Osborne, acompanhamos uma menina que acabou de se mudar com a mãe, uma mulher que vive planejando o futuro da filha nos mínimos detalhes.
O roteiro usa um acidente curioso — uma hélice de avião que abre um buraco na casa — para colocar a protagonista em contato com um vizinho aviador. É ele quem apresenta a história clássica escrita por Antoine de Saint-Exupéry.
O resultado é um filme em camadas: por fora, uma família colorida; por dentro, uma reflexão sobre crescer, perder e manter a criança viva dentro da gente.
Estreia e legado
O Pequeno Príncipe chegou aos cinemas brasileiros em 20 de agosto de 2015, distribuído pela Paris Filmes, em meio a uma temporada dominada por blockbusters de super-heróis — o filme abriu na mesma janela de Doutor Estranho.
Apesar da concorrência, a animação foi bem nas bilheterias globais, arrecadando mais de US$ 97 milhões com orçamento de cerca de US$ 80 milhões, um resultado sólido para um título não pertencente a uma grande franquia.
Em premiações, recebeu o César de Melhor Animação em 2016 e indicações em festivais especializados. Hoje, é lembrado como uma das adaptações mais inventivas de um clássico literário, citada frequentemente em listas de melhores animações dos anos 2010.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a mistura de técnicas de animação — stop-motion artesanal com CGI — e a forma como o filme respeita o material original sem se limitar a uma adaptação literal.
Ponto alto: a trilha sonora de Hans Zimmer e a narração envolvente de Jeff Bridges como o Aviador.
Ponto alto: a cena da Rosa e a sequência do Planeta dos Baobás, visualmente memoráveis.
Ponto fraco: o terceiro ato acelera e opta por uma resolução mais infantil, o que pode frustrar o público adulto.
Ponto fraco: o desenvolvimento da mãe e da relação dela com a filha poderia render mais tempo de tela.
Curiosidades dos bastidores
- Mark Osborne, o diretor, ficou conhecido pelo trabalho em Kung Fu Panda (2008), pela DreamWorks.
- O filme mistura duas técnicas: a história da garota usa CGI tradicional em 3D, enquanto as cenas do Pequeno Príncipe são em stop-motion com bonecos de papel e tecido.
- No Brasil, o longa foi exibido em cópias com dublagem em português — e há uma versão alternativa com a voz da atriz Marion Cotillard como a Rosa na versão original.
- A produção contou com consultoria direta dos herdeiros de Saint-Exupéry para garantir fidelidade ao universo do livro.
- O roteiro transforma a relação entre a menina e o avô imaginário em uma metáfora sobre envelhecer e aceitar a perda.
Perguntas frequentes
O Pequeno Príncipe (2015) é fiel ao livro?
Não é uma adaptação literal. O filme cria uma moldura nova: a história do livro é contada dentro da narrativa principal da menina, com liberdade criativa. Os fãs do original, em geral, aprovam a abordagem.
Qual a classificação etária?
Indicado para todas as idades. Por conter temas como morte e perda, é recomendado para crianças a partir de 7 anos, que já conseguem acompanhar a mensagem sem medo.
Tem cena pós-créditos?
Não há cena relevante após os créditos finais. Os créditos em si já valem a espera, com ilustrações estilizadas que recriam a estética do filme.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações com densidade emocional, como Divertida Mente e Coco.
- Leitores do livro original de Saint-Exupéry que querem ver a obra reinventada em outro formato.
- Pais e responsáveis buscando um filme para assistir com crianças a partir de 7 anos, capaz de gerar conversa depois dos créditos.
Título original: O Pequeno Príncipe
País de origem: França
Data do lançamento: 20/08/2015
Distribuidora: Paris Filmes
Diretor: Mark Osborne
Principais atores: