Akira (Remasterizado em 4K): a volta do marco cyberpunk aos cinemas
Em 2019, trinta anos depois de Tóquio virar cinzas em um ataque nuclear, Neo-Tóquio pulsa como uma megalópole neon onde motoqueiros disputam ruas e o governo esconde segredos paranormais nos porões.
Kaneda lidera sua gangue até a faixa de test drive onde tudo dá errado. Tetsuo cai nas mãos dos militares e desperta um poder que ninguém devia tocar.
Aí começa a corrida de Kaneda para salvar o amigo de uma escalada de violência que ameaça repetir a destruição de Akira. O Katsuhiro Otomo dirige essa ficção científica que mistura ação, drama e anime num mesmo caldeirão de adrenalina e paranoia.
Reestreia, legado e o tamanho da influência de Akira
Akira ganhou vida em 1988, adaptado do mangá de Otomo pelo próprio autor. A animação manual, pintada quadro a quadro, com mais de 300 mil células, redefiniu o que o cinema de animação podia entregar em escala e violência estilizada.
O longa abriu o Ocidente para o anime como produto adulto e elitizou o cyberpunk. A versão original de 1988 virou referência obrigatória em Matrix, Stranger Things, Fortnite e无数 HQs ocidentais, além de pavimentar o caminho para Steamboy e boa parte do cinema de animação japonês dos anos 90 e 2000.
A remasterização 4K chega aos cinemas brasileiros em 26 de agosto de 2026, com distribuição da SATO Company. É a chance de ver os cenários de Neo-Tóquio e a icônica moto vermelha em detalhes que o VHS e até o Blu-ray não entregaram.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a restauração 4K dá nova camada de profundidade aos cenários pintados à mão de Neo-Tóquio. O azul-petróleo dos letreiros, o vermelho da moto de Kaneda e o branco apocalíptico do clímax ficam mais imersos na tela grande.
A trilha do Geinoh Yamashirogumi continua de arrepiar, com o coro de “Kaneda’s Theme” grudando na cabeça do primeiro ao último minuto.
Ponto fraco: quem já viu Akira em home video vai pagar ingresso basically pelo mesmo filme, só que com bitola maior. A remasterização conserva o material original sem refilmar ou colorir nada.
O ritmo segue veloz ao ponto de alguns personagens secundários (a turma dos coléricos, a orfã da resistência) ficarem jogados na correria. A violência gráfica continua pesada, então não espere um visual “redesenhado” para a plateia de 2026.
Curiosidades dos bastidores
- Akira usou cerca de 327 cores diferentes em 17 latas de tinta, número absurdo para uma animação lançada em 1988.
- O icônico efeito de “slide” das motos foi feito manualmente, quadro a quadro, com a equipe usando pequenos modelos de bike sobre mesas de luz.
- Otomo ficou tão insatisfeito com a versão cinematográfica do próprio mangá que ele mesmo, anos depois, tentou bancar uma refilmagem live-action em Hollywood, que nunca saiu do papel.
Perguntas frequentes sobre Akira (Remasterizado em 4K)
Akira (Remasterizado em 4K) é um filme novo ou a mesma animação de 1988?
É a mesma animação original de 1988, restaurada em resolução 4K e devolvida aos cinemas. Não há cenas refeitas, colorização nova nem corte estendido. A melhoria está no contraste, na cor e na definição dos detalhes da animação manual.
Qual a diferença entre Akira e Akira (Remasterizado em 4K)?
A diferença é técnica. O filme é o mesmo, com 124 minutos de duração e classificação 14 anos. A versão remasterizada passou por tratamento de imagem em 4K e ganhou nova janela de distribuição no Brasil a partir de 26 de agosto de 2026, em vez de ficar restrita ao catálogo físico e ao streaming.
Akira (Remasterizado em 4K) tem cena pós-créditos?
Não. Akira termina exatamente no mesmo ponto da versão de 1988, com a faixa eletrônica final sobre os créditos rolando. Quem é fã de easter eggs precisa prestar atenção nas texturas dos cenários e nos outdoors espalhados por Neo-Tóquio, não no pós-crédito.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cyberpunk e ficção científica que colecionam edições de Blade Runner e jogam Cyberpunk 2077.
- Colecionadores de anime em mídia física que têm o VHS da extinta Megaloman e o Blu-ray japonês lado a lado na estante.
- Leitores de mangá e HQs adultas interessados em Otomo, Taiyo Matsumoto e nas revistas Metal Hurlant e Heavy Metal.
Título original: Akira
País de origem: Japão
Data do lançamento: 26/08/2026
Distribuidora: SATO Company
Diretor: Katsuhiro Otomo