Veja o trailer do filme Æon Flux

Æon Flux

Æon Flux

Sobre o que é Æon Flux

Quatrocentos anos depois de uma pandemia dizimar quase toda a vida na Terra, a humanidade se refugia na cidade murada de Bregna, governada por um conselho de cientistas.

Fora do controle oficial, existe um grupo de rebeldes disposto a questionar qualquer ordem estabelecida. A assassina Aeon Flux é a peça mais valiosa desse quebra-cabeça, sempre pronta para missões de infiltração que poucos sobreviveriam para contar.

Quando a líder Handler, vivida por Frances McDormand, designa Aeon para mais um trabalho, o que parecia uma simples execução se transforma na revelação de segredos guardados a sete chaves sobre a própria realidade do planeta.

Dirigido por Karyn Kusama, o filme parte da premissa do desenho original dos anos 90 e aposta em um visual estilizado, quase como se o cel shading tivesse ganhado carne e osso em tela grande.

Estreia e legado

Æon Flux chegou aos cinemas brasileiros em 24 de fevereiro de 2006, em uma época de ouro para adaptações de animações adultas. A ação estilizada brigava nas bilheterias com outro fenômeno daquele ano, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, vencedor do Oscar de Melhor Filme.

Estrelado por Charlize Theron logo após o Oscar por Monster (2003), o longa tentou capitalizar a imagem de mulher fatal da atriz. Mesmo com orçamento generoso para a ficção científica da época, a recepção foi morna: crítica e público se dividiram, e a bilheteria ficou abaixo do esperado.

Hoje, quase duas décadas depois, o filme virou um curioso cult dos anos 2000. Não é raro ver debates sobre ele em fóruns de cinema, justamente pelo abismo entre o visual caprichado e o roteiro confuso. É lembrado mais pelo design e pela presença de Theron do que pela narrativa em si.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de arte. Cenários, figurinos e maquiagem criam uma Bregna reconhecível à primeira vista, com aquela estética híbrida de orgânico e tecnológico que envelhece melhor do que muito blockbuster dos anos 2000.

A performance física de Charlize Theron também impressiona: as cenas de ação têm coreografia limpa e dão à personagem uma agilidade felina.

A trilha de Tom Tykwer, colaborador habitual de Tom Tykwer, funciona como um personagem extra, costurando o tom onírico.

Ponto fraco: o roteiro. Ao tentar explicar a mitologia de cinco temporadas de animação em 93 minutos, o filme atropela revelações e deixa pontas soltas. O ritmo oscila, e a parte final precisa que o espectador já conheça o desenho para fazer sentido.

Faltou também tensão no conflito central. O vilão de Marton Csokas é carismático, mas pouco ameaçador.

Curiosidades de bastidores

  • Peter Chung, criador da animação original, foi consultor do longa, mas se mostrou publicamente insatisfeito com várias mudanças de tom em relação à série.
  • As acrobacias de Aeon foram feitas em sua maioria pela própria Charlize Theron, com treinamento de cinco meses em parkour, ginástica e luta com espadas.
  • A direção de arte se inspirou em obras como o filme de animação Alice no País das Maravilhas e a estética visual de Kubo e as Cordas Mágicas para dar o ar artesanal ao mundo.

Perguntas frequentes

Æon Flux é baseado em alguma coisa? Sim, é uma adaptação live-action da série animada de mesmo nome criada por Peter Chung, exibida nos canais MTV e Liquid Television entre 1991 e 1995.

Sim, é uma adaptação live-action da série animada de mesmo nome criada por Peter Chung, exibida nos canais MTV e Liquid Television entre 1991 e 1995.

Æon Flux tem cena pós-créditos? Não, o filme termina de forma definitiva antes dos créditos finais, sem gancho extra ou teaser escondido.

Não, o filme termina de forma definitiva antes dos créditos finais, sem gancho extra ou teaser escondido.

Æon Flux vale a pena em 2025? Vale para quem gosta de ficção científica visual e quer revisitar um cult dos anos 2000. Se o objetivo é um filme de ação com ritmo firme, melhor procurar títulos como Mad Max: Estrada da Fúria ou mesmo O Caçador e a Rainha do Gelo.

Vale para quem gosta de ficção científica visual e quer revisitar um cult dos anos 2000. Se o objetivo é um filme de ação com ritmo firme, melhor procurar títulos como Mad Max: Estrada da Fúria ou mesmo O Caçador e a Rainha do Gelo.

Pra quem é este filme:

  • Fãs da animação original dos anos 90 que querem ver a transição para o live-action sem perder a referência estética.
  • Quem curte ficção científica distópica visualmente inventiva, mesmo quando o roteiro não acompanha o design.
  • Admiradores de Charlize Theron em papéis físicos, antes de ela se consolidar como atriz dramática em Mad Max e outros projetos autorais.