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A Troca

A Troca

16 Drama Suspense Biografia Duração: 2h 21min

Do que se trata A Troca

Los Angeles, 1928. Christine Collins, uma telefonista que cria o filho de 9 anos sozinha, volta do trabalho e encontra a casa vazia. Walter desapareceu.

O caso atravessa cinco meses de buscas infrutíferas até a polícia local aparecer com uma criança, alegando que é o menino. A pressão dos repórteres, a insistência dos investigadores e o próprio desespero de Christine fazem ela aceitar o garoto em casa.

O problema é que ela sabe, no fundo, que aquele não é o filho dela. A partir daí, o longa acompanha o confronto entre uma mãe determinada e uma corporação que prefere encobrir o erro a admitir o fracasso.

Estreia e legado

A Troca chegou aos cinemas brasileiros em 31 de dezembro de 2008, embalado por uma campanha forte da Universal que apostava no nome de Clint Eastwood e no papel da Angelina Jolie. A produção não liderou as bilheterias, mas encontrou público justamente no circuito de prêmios.

Jolie foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz na cerimônia de 2009, mas perdeu para Kate Winslet em O Leitor. O roteiro, assinado por J. Michael Straczynski, também entrou na lista de candidatos ao prêmio de roteiro original.

Mais de uma década depois, o filme ainda aparece em listas de obras-primas esquecidas do diretor e é citado como uma das interpretações mais contidas da carreira de Jolie.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção seca de Eastwood encontra uma洛杉矶 com cara de 1928, dos bondes às ruas empoeiradas, e a Angelina Jolie troca o star system por uma interpretação contida, de olhares e mandíbula travada. A segunda metade, com a sequência do sanatório, é uma das mais tensas que ele filmou.

Ponto fraco: o ritmo. Eastwood aposta em uma cadência de jornal antigo, o que funciona para construir o clima, mas pesa no primeiro ato. Quem espera reviravoltas a cada dez minutos pode achar o andamento lento demais.

É um drama processual, não um thriller de arestas. Vista com essa expectativa, a sessão compensa.

Curiosidades

  • O caso real de Christine Collins ficou conhecido como o Wineville Chicken Coop Murders, um dos escândalos criminais mais comentados da Califórnia no fim dos anos 1920.
  • Clint Eastwood escalou Jolie depois de assisti-la em O troca (2005) e decidiu fazer o filme quando ela mostrou interesse em Christine Collins.
  • A reconstituição de Los Angeles evitou computação gráfica e usou locações reais, incluindo o antigo Angels Flight, funicular que ainda funcionava na época das filmagens.

Perguntas frequentes

A Troca é baseado em fatos reais? Sim. O roteiro é adaptado do caso de Christine Collins, que em 1928 recebeu um menino errado da polícia de Los Angeles ao procurar o filho desaparecido. O desfecho real difere em alguns pontos do filme.

A Troca tem cena pós-créditos? Não. O longa termina com cartões explicativos sobre o destino das pessoas envolvidas, dentro do próprio corte final.

A Troca ganhou algum Oscar? Não. A produção foi indicada a duas estatuetas em 2009, Melhor Atriz (Angelina Jolie) e Melhor Roteiro Original, mas não venceu em nenhuma categoria.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas baseados em fatos reais, especialmente casos policiais antigos e polêmicas judiciais dos anos 1920 e 1930.
  • Apreciadores do cinema de Clint Eastwood em sua fase adulta, com obras como Sully e Horizonte Profundo.
  • Quem gosta de protagonismo feminino forte, com personagens que enfrentam sistemas de poder sem precisar de artifícios heroicos.