Veja o trailer do filme A Serious Game
O que é A Serious Game
Estocolmo, começo do século XX. Lydia, filha de um pintor de paisagens, e Arvid, jornalista em início de carreira, se cruzam e se apaixonam de imediato.
Mas a realidade atravessa esse encontro: com a morte súbita do pai dela, Lydia fica sem herança. Arvid, pobre, desiste de um pedido de casamento que não teria como sustentar. Eles seguem caminhos diferentes.
Quando se reencontram dez anos mais tarde — ambos casados, com filhos e rotinas consolidadas — o que era memória vira caso. Dirigido por Pernilla August, com roteiro de Lone Scherfig, o longa adapta o romance de 1912 de Hjalmar Söderberg e coloca em jogo a pergunta que dá título ao filme: o amor verdadeiro é sonho ou pode, de fato, ser vivido?
É um drama de época que fala de repressão social, escolhas tardias e a distância entre o que se deseja e o que se permite querer.
Estreia e legado
A Serious Game chegou aos cinemas brasileiros em março de 2017, em circuito alternativo e mostras de cinema europeu. A distribuição foi discreta, condizente com o perfil do filme.
Trata-se de uma coprodução entre Dinamarca, Noruega e Suécia, com lançamento simultâneo em festivais nórdicos. Pernilla August, conhecida atriz que se firmou como diretora em filmes como "Beyond" e "Un ballet dansé", assinou aqui um trabalho mais contido, em sintonia com a economia narrativa do romance de Söderberg.
O longa dialoga com outras produções escandinavas do período, como Monica Z e Borg vs McEnroe, que também revisitaram figuras e épocas recentes da cultura sueca. Não disputou o Oscar nem Cannes, mas circulou por mostras de cinema nórdico na Europa e ganhou espaço em programações dedicadas ao romance literário em tela.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Karin Franz Körlof e Sverrir Gudnason segura o filme inteiro. Os dois conseguem passar desejo e culpa no mesmo plano, sem apelar para o melodrama.
A reconstituição de época é elegante, com figurino e fotografia que respiram a Belle Époque sueca sem virar cartão-postal.
Ponto fraco: o ritmo é lento e contemplativo demais para quem espera reviravoltas. O terceiro ato sobe o tom, mas o desfecho pode frustrar quem busca um final resoluto.
Para o público certo, porém, trata-se de um drama adulto, inteligente, que confia no silêncio tanto quanto no diálogo.
Curiosidades
- O roteiro é assinado por Lone Scherfig, diretora de "An Education" (2009), que troca o tom inglês pelo ritmo contido do romance nórdico de Söderberg.
- O longa marca uma das últimas aparições em tela de Michael Nyqvist, o jornalista Mikael Blomkvist da trilogia original "Millennium" — contexto que o aproxima de Millennium: A Garota na Teia de Aranha no cenário sueco.
- Alba August, que vive Stina, é filha da diretora Pernilla August e da atriz Bibi Andersson, o que dá ao set uma ligação direta com a história do cinema escandinavo.
Perguntas frequentes
A Serious Game tem cena pós-créditos?
Não. O filme encerra nos créditos finais, sem teaser extra nem sequência adicional.
A Serious Game é baseado em livro?
Sim. A adaptação parte do romance "Den allvarsamma leken", publicado em 1912 por Hjalmar Söderberg, um dos escritores mais lidos da Suécia do início do século XX.
A Serious Game vale a pena?
Vale para quem curte drama de época, romances adultos e o estilo contemplativo do cinema escandinavo. Pode frustrar quem prefere tramas mais ágeis ou finais resolutos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas de época europeus e romances literários adaptados, especialmente obras nórdicas do início do século XX.
- Quem gostou de filmes como Call Girl e de outras produções escandinavasadultas, com ritmo contido e foco em camadas emocionais.
- Leitores de Hjalmar Söderberg, de August Strindberg e de quem prefere tramas sobre repressão, moral burguesa e paixões clandestinas em vez de comédias românticas.
Título original: Den Allvarsamma Leken
País de origem: Dinamarca, Noruega, Suecia
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Pernilla August
Principais atores: