Veja o trailer do filme A Pele de Vênus
Sobre o que é A Pele de Vênus
Um dramaturgo está em crise. Depois de um dia inteiro de audições desastrosas, Thomas não encontra ninguém à altura do papel principal de sua nova peça.
É nesse momento que Vanda aparece — atrasada, desarrumada, ruidosa. Tudo nela parece errado para o papel. Ou pelo menos é o que Thomas quer acreditar.
Dirigido por Roman Polanski, A Pele de Vênus adapta a peça de David Ives, ela própria inspirada no clássico erótico de Leopold von Sacher-Masoch, Vênus em Peles.
O filme é um duelo de dois em uma sala de teatro. A tensão entre os dois cresce até borrar a fronteira entre o que é encenação e o que é desejo real.
Mais do que um drama sobre poder, o longa funciona como uma peça filmada — inteligente, provocadora e desconfortável na medida certa.
Estreia e legado
A Pele de Vênus chegou aos cinemas brasileiros em 24 de setembro de 2015, pouco depois de ter sido exibido na disputa pela Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2013, onde dividia a abertura oficial.
A produção franco-polonesa chamou atenção por ser uma adaptação bastante fiel do texto de David Ives, com destaque para a parceria entre Roman Polanski e Emmanuelle Seigner, esposa do diretor, em mais uma colaboração marcante do casal — assim como aconteceu antes em Repulsa ao Sexo.
Mesmo sem grandes premiações, o filme encontrou público entre admiradores do cinema de Polanski e ganhou status de cult entre fãs de teatro e do universo BDSM literário.
Hoje é lembrado como um exercício de poder e sedução raro no cinema contemporâneo, daqueles que renderam comparações com o trabalho de舞台 adaptados por Polanski, como Macbeth - Roman Polanski.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O roteiro conduz o espectador por uma montanha-russa psicológica hipnótica. Cada virada na conversa entre Thomas e Vanda reposiciona quem domina quem — e isso é o tipo de tensão que o cinema raramente entrega com tanta precisão.
Os diálogos são afiados e as camadas de interpretação se multiplicam a cada fala. Os atores estão entregues: Emmanuelle Seigner rouba a cena com uma Vanda magnética, enquanto Mathieu Amalric sustenta o contraponto de um diretor à beira do colapso.
Ponto fraco: A proposta concentrada — dois personagens, um cenário — é justamente o charme do filme, mas pode parecer lenta ou teatral demais para quem espera ação, montagem dinâmica ou reviravoltas de roteiro mais tradicionais.
Curiosidades de bastidores
- O filme é a terceira colaboração entre Polanski e Emmanuelle Seigner como atriz — antes vieram Repulsa ao Sexo e Belas famílias.
- A peça original de David Ives estreou na Broadway em 2012, com Nina Arianda no papel de Vanda, vencendo o Tony de melhor atriz — a adaptação para o cinema mantém a estrutura em dois atos.
- A obra é inspirada no romance Vênus em Peles, de Leopold von Sacher-Masoch, publicado em 1870, que deu origem ao termo masoquismo.
Perguntas frequentes
A Pele de Vênus é baseado em um livro?
Sim. O filme adapta a peça de teatro de David Ives, que por sua vez é inspirada no romance Vênus em Peles, de Leopold von Sacher-Masoch, publicado em 1870.
Quem dirige A Pele de Vênus?
A direção é de Roman Polanski, que também assina a adaptação do texto ao lado do próprio David Ives.
A Pele de Vênus tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina exatamente onde a peça termina, sem cenas extras após os créditos finais — outro traço de sua origem teatral.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama psicológico e adaptações teatrais que não têm medo de olhar de frente para temas como poder, sedução e controle.
- Quem acompanha o cinema de Roman Polanski e já curtiu outras parcerias dele com Emmanuelle Seigner, como Repulsa ao Sexo e Belas famílias.
- Leitores da obra de Leopold von Sacher-Masoch e de David Ives, além de quem curte comédia de humor ácido disfarçada de provocação intelectual.
Título original: La Vénus à la Fourrure
País de origem: França, Polônia
Data do lançamento: 24/09/2015
Distribuidora: California Filmes
Diretor: Roman Polanski
Principais atores: