Veja o trailer do filme A Morte De J.P. Cuenca
A Morte De J.P. Cuenca
O filme
Um homem é encontrado morto em um prédio ocupado no centro do Rio de Janeiro, em 2008. Nos bolsos, documentos com nome, CPF e identidade do escritor João Paulo Cuenca. A partir desse fato real, o próprio Cuenca dirige um filme que funciona como um quebra-cabeça documental e ficcional ao mesmo tempo.
O mistério da identidade do desconhecido abre espaço para uma investigação mais ampla: quem foi esse homem, por que escolheu carregar o nome de um escritor, e o que esse desaparecimento diz sobre o Rio naquele momento?
O longa trafega entre documentário, reconstituição e ensaio, em uma mistura que confunde propositalmente o espectador entre o que é real e o que é encenado.
Estreia e legado
A Morte de J.P. Cuenca estreou nos cinemas brasileiros em 30 de junho de 2016, após passagem por festivais. O filme chamou atenção justamente por borrar a fronteira entre autor e obra: o escritor dirige um filme sobre um homem que morreu usando seu nome, mas se recusa a tratar o caso como mero suspense policial.
É uma obra de nicho, cultuada no circuito de cinema autoral brasileiro, citada com frequência ao lado de trabalhos como Corpo Elétrico e Casa de Antiguidades. Premiações principais: roteiro premiado no Festival de Brasília e menções em mostras de cinema independente.
Hoje, é lembrado como um experimento curioso sobre identidade, autoria e apagamento urbano no Rio de Janeiro pré-Olimpíadas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa é genuinamente instigante. Há um prazer raro em seguir uma investigação que não é de crime, mas de identidade. O cruzamento entre as reformas urbanas no centro do Rio e a vida apagada de um sem-teto cria uma camada política sem panfleto.
A mistura de documentário, ficção e metalinguagem sobre o próprio nome do autor é o grande acerto do filme.
Ponto fraco: o ritmo é lento e o tom, deliberadamente opaco. Quem busca respostas claras, um suspense convencional ou solução de mistério vai sair frustrado. O filme propõe perguntas e não tem pressa de respondê-las.
Também pesa a duração de 120 minutos, que exige paciência mesmo de quem gosta do gênero.
Curiosidades
- O caso que inspirou o filme é real: em 2008, um homem não identificado foi encontrado morto no centro do Rio carregando documentos com o nome do escritor.
- O diretor João Paulo Cuenca já era autor de romances como Corpo Presente e A Astúcia Proletária antes de estrear na direção com este longa.
- O filme mistura locações reais do centro do Rio, entrevistas e encenações com atores não profissionais, muitos deles moradores do próprio edifício ocupado.
Perguntas frequentes
A Morte de J.P. Cuenca é um documentário ou filme de ficção?
É um híbrido. O longa parte de um caso real, mas usa encenação, narração em primeira pessoa e elementos ficcionais para investigar o que não pôde ser confirmado.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra nos créditos finais, sem cena extra após eles.
Onde assistir A Morte de J.P. Cuenca online?
Por se tratar de um filme brasileiro autoral de 2016, a disponibilidade varia. Confira na programação acima se há sessões em cinema, exibições em mostras, ou se está em catálogos de streaming.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema brasileiro autoral e ensaístico, especialmente híbridos entre ficção e documentário.
- Leitores de João Paulo Cuenca e da literatura urbana carioca contemporânea.
- Público interessado em questões de identidade, gentrificação e invisibilidade social no Rio de Janeiro.
Título original: A Morte De J.P. Cuenca
País de origem: BRASIL
Data do lançamento: 30/06/2016
Diretor: João Paulo Cuenca
Principais atores: