Veja o trailer do filme A Montanha dos Sete Abutres
A Montanha dos Sete Abutres
Sobre o que é A Montanha dos Sete Abutres
Charles Tatum é um repórter em crise. Kirk Douglas interpreta um jornalista que rodou por 11 redações diferentes e foi expulso de todas, sempre por boas razões, sempre por uma arrogância que o impede de aceitar ordens.
Preso em um jornaleco de Albuquerque, ele finalmente encontra a matéria que pode recolocá-lo no mapa: um homem preso em uma mina após procurar por relíquias indígenas. Tatum não quer apenas contar a história. Ele quer ser a história.
O Billy Wilder transforma o resgate em um estudo clínico sobre a indústria da notícia, em que cada hora de atraso é negociada com patrocinadores, fotógrafos e personagens dispostos a performar tragédia em troca de holofotes.
Estréia e legado
A Montanha dos Sete Abutres chegou aos cinemas em 1951 e foi um fracasso comercial. O público e a crítica da época não estavam prontos para um filme que tratava a imprensa com tanta ferocidade, e Wilder chegou a se arrepender publicamente da escolha do tema.
Décadas depois, o longa se transformou em um clássico absoluto. Hoje é citado em cursos de jornalismo, em listas de melhores filmes americanos e em debates sobre ética na cobertura de tragemias. Fica à vontade no mesmo panteão de Crepúsculo dos Deuses e Farrapo Humano como obra-prima do cinema crítico de Hollywood.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o roteiro de Wilder e do co-roteirista Lesser Samuels é cirúrgico, com diálogos que ainda tiram o fôlego em pleno 2024. Kirk Douglas entrega uma das melhores atuações da carreira.
Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento e exige paciência do espectador habituado com narrativas mais dinâmicas. O preto e branco carrega uma aspereza intencional, mas pode afastar quem busca algo mais leve.
Curiosidades de bastidores
- Wilder se inspirou no caso real de Floyd Collins, um homem preso em uma caverna no Kentucky em 1925 e transformado em espetáculo de mídia por semanas.
- Jan Sterling concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por apenas 11 minutos de tela, uma das performances mais curtas já indicadas pela Academia.
- O título original Ace in the Hole é uma metáfora ao poker, em que Tatum guarda sua melhor carta para o momento certo, mesmo que isso custe a vida de outro ser humano.
Perguntas frequentes sobre A Montanha dos Sete Abutres
A Montanha dos Sete Abutres é baseado em uma história real?
Não diretamente, mas Billy Wilder se inspirou no caso de Floyd Collins, minerador preso em uma caverna em 1925, e em outros episódios reais de exploração midiática de tragédias.
Qual é o tema central de A Montanha dos Sete Abutres?
A crítica ao jornalismo sensacionalista e a forma como a mídia transforma sofrimento em produto. O filme mostra como repórteres, patrocinadores e o público se alimentam da desgraça alheia.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A Montanha dos Sete Abutres termina com uma das últimas frases mais secas de Wilder, sem qualquer cena extra após os créditos. O desfecho é definitivo e gelado.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema ácido de Billy Wilder, que reconhecem em Sabrina e O Pecado Mora ao Lado o mesmo humor cortante.
- Estudantes e profissionais de comunicação que usam o longa como referência sobre os limites éticos do jornalismo.
- Admiradores de Kirk Douglas interessados em ver o ator em um papel sombrio, longe do heroísmo de Spartacus.
Título original: Ace in the Hole
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1952
Diretor: Billy Wilder
Principais atores: