Veja o trailer do filme Farrapo Humano
Farrapo Humano
Sobre o que é Farrapo Humano
Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945) é um drama cru e claustrofóbico sobre Don Birnam, um aspirante a escritor que trava uma batalha diária contra o próprio vício em álcool. O longa dirigido por Billy Wilder concentra sua ação em um único fim de semana, tempo suficiente para mostrar a espiral autodestrutiva de um homem brilhante, mas vencido pela bebida.
Don vive em Nova York com o irmão Wick, e sonha em publicar um romance que nunca sai do papel. Quando Helen, sua namorada editora, tenta ajudá-lo, ele reage fugindo, literalmente, para um mergulho de 72 horas em bares, pensões baratas e delirium tremens. A câmera de Wilder não romantiza nada: o que vemos é doença em estado bruto.
Estreia e legado
Farrapo Humano chegou aos cinemas americanos em 1945, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, em um período em que Hollywood ainda evitava retratar alcoolismo de forma tão explícita. O longa foi um sucesso de público e de crítica, rendendo à Paramount quatro Oscars em 1946: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ray Milland) e Melhor Roteiro.
É lembrado até hoje como um dos retratos mais honestos da dependência química já feitos em Hollywood, abrindo caminho para filmes posteriores como Crepúsculo dos Deuses (1950) e Love Story - Uma História de Amor (1970). Permanece obrigatório em qualquer lista de clássicos do cinema americano, com cópias restauradas frequentemente exibidas em mostras e disponíveis em catálogo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a interpretação de Ray Milland. O ator entrego tudo, da euforia inicial à degradação física nos últimos atos, e carrega 100 minutos praticamente sozinho. A direção de Wilder também é cirúrgica, especialmente a famosa sequência do bar clandestino com a câmera subjetiva do protagonista bêbado.
Ponto fraco: o ritmo é propositalmente lento e sufocante, então quem busca entretenimento leve vai se frustrar. O roteiro também entrega um final um pouco mais otimista do que o tom geral da obra sugere, o que pode soar datado.
Curiosidades de bastidores
- Roteiro baseado em caso real: o filme foi inspirado em um artigo de jornal sobre alcoolismo escrito por Charles R. Jackson, que depois virou o romance em que o longa se baseia.
- Câmera subjetiva bêbada: a famosa sequência em que a câmera simula o ponto de vista de um bêbado, com desequilíbrio de imagem, foi feita com a equipe andando com a câmera no ombro, sem estabilizadores, durante horas de gravação.
- Oscar polêmico: na cerimônia de 1946, o estúdio chegou a fazer lobby contra a indicação de Ray Milland, por considerá-lo antipático demais, mas ele acabou levando a estatueta de Melhor Ator.
Perguntas frequentes
Farrapo Humano tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina dentro da narrativa, logo após o desfecho do fim de semana, e não possui cena pós-créditos nem teaser extra.
Farrapo Humano é baseado em fatos reais?
É baseado no romance autobiográfico de Charles R. Jackson, que descreveu o próprio internamento e luta contra o alcoolismo. O caso real, portanto, é a vida do próprio autor.
Farrapo Humano está disponível em streaming?
O longa aparece com frequência em mostras de cinema clássico e em catálogos de serviços de streaming que trabalham com acervo hollywoodiano, além de edições em DVD e Blu-ray restauradas. Confirme a disponibilidade atualizada na sua região na lista de cinemas e streamings abaixo.
Pra quem é este filme:
- Amantes do cinema clássico americano dos anos 1940-50, em especial a filmografia de Billy Wilder como Sabrina e O Pecado Mora ao Lado.
- Fãs de dramas psicológicos cruéis, que apreciam retratos sem retoque de vício, solidão e crise existencial urbana.
- Estudantes e curiosos sobre linguagem cinematográfica, já que o longa é citado em manuais de roteiro, direção de fotografia e montagem.
Título original: The Lost Weekend
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 28/11/1945
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Billy Wilder
Principais atores: